QUANDO O ATAQUE VIRA RECADO: CÂMARA RESPONDE E EXPÕE DESPREPARO DE PRÉ-CANDIDATO

A política de Valença ganhou mais um capítulo daqueles que misturam barulho, acusação e… falta de noção.

Depois das declarações do empresário Valdemar, que resolveu jogar todos os quinze vereadores no mesmo balaio de supostas práticas eleitorais ilegais, sem apresentar qualquer prova, a Câmara Municipal reagiu.

E reagiu com documento oficial: uma Nota de Repúdio dura, direta e, diga-se, necessária.

No texto, a Câmara não economiza palavras. Classifica as falas como irresponsáveis, acusa tentativa de denegrir a imagem do Legislativo e reforça que não houve qualquer apresentação de provas.

Em bom português: chamou o discurso de leviano.

E aqui entra o ponto que não dá pra ignorar.

Uma coisa é fazer crítica política. Isso faz parte do jogo democrático. Outra, completamente diferente, é sair distribuindo acusações graves como quem joga confete em carnaval fora de época.

Quando alguém que se coloca como pré-candidato a deputado estadual adota esse tipo de postura, o problema deixa de ser apenas retórico e passa a ser de preparo.

Porque política não é gritaria de podcast. Não é palanque improvisado com acusações genéricas. Política exige responsabilidade, equilíbrio e, acima de tudo, compromisso com a verdade.

Quando alguém ataca quinze vereadores de uma vez só, sem prova, sem critério e sem responsabilidade, não está fazendo oposição.

Está, na prática, demonstrando que ainda não entendeu o tamanho do cargo que pretende ocupar.

E isso preocupa.

A própria nota da Câmara toca nesse ponto ao destacar que a população merece respeito e informações baseadas em fatos, não em “factoides”.

Traduzindo: não dá para governar (ou sequer legislar) na base do “eu acho”, do “ouvi dizer” ou do “todo mundo fez”.

Se esse é o nível do discurso antes mesmo de assumir qualquer mandato, fica a pergunta inevitável: o que viria depois?

No fim das contas, o episódio serviu para duas coisas. Primeiro, para a Câmara marcar posição e defender sua institucionalidade.

Segundo, e talvez mais importante, para expor que há quem queira subir na política sem sequer saber onde está pisando.

E política, diferente de rede social, não perdoa amadorismo.

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