UM ABRAÇO QUE ATRAVESSOU A HISTÓRIA, DAI DE GANDU DECLAMA SUA VIDA A LULA E EMOCIONA O BRASIL

A vontade de escrever esta matéria nasceu de um comentário que não saiu da minha cabeça. O prefeito de Valença, Marcos Medrado, que esteve no evento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Bahia, me contou que a prefeita de Gandu havia feito um pronunciamento daqueles que arrepiam, emocionam e silenciam qualquer plateia.
Segundo Medrado, não foi discurso comum. Foi algo diferente, profundo, marcante. Fui conferir. E confirmei: o que Medrado disse era a mais pura verdade. Diante da força daquelas palavras, fui praticamente obrigado a escrever este texto.
Não foi apenas um discurso. Foi poesia viva, dessas que nascem do chão batido, atravessam a lama e chegam aos grandes palcos sem pedir licença. A prefeita Dai, da cidade de Gandu, transformou o microfone em verso e o coração em livro aberto ao se dirigir ao presidente Lula.
Com a voz carregada de emoção e verdade, Dai não falou só por si. Falou em nome das Dayanas, das Marias, dos Joãos. Falou pelos filhos e filhas do povo, pelas empregadas domésticas, pelos operários, pelos garis, por todos aqueles que sempre precisaram lutar mais para chegar onde poucos chegavam. Cada frase era um pedaço de vida. Cada palavra, uma memória costurada com dignidade.
Mulher negra, nascida na roça, criada na favela, filha de mãe solteira, Dai contou sua trajetória como quem recita um poema que não cabe no papel. Lembrou da infância marcada pelo barro nos pés, da sacola amarrada para não sujar a lama a caminho da escola, dos sonhos que pareciam grandes demais para aquele cenário. E ali, diante do presidente, esses sonhos estavam vivos, de pé, governando uma cidade.
Ela agradeceu pelas políticas públicas que abriram portas onde antes só existiam muros. Pelas universidades públicas que acolheram os filhos do povo. Por acreditar que o filho do pobre tinha, sim, o direito de ocupar os mesmos espaços que o filho do rico. E afirmou, com humildade e consciência histórica, que se hoje é prefeita, é porque essa missão precisa continuar: a missão de resgatar vidas, de não deixar ninguém para trás.
Dai disse em voz alta o que muita gente sente em silêncio. Que Lula já está eternizado no coração do Brasil, sobretudo no coração de quem foi resgatado da margem da pobreza. Que ele não vive para si, vive para os outros. Vive para nós.
E no fim, depois de agradecer, depois de transformar gratidão em poesia, Dai pediu apenas um presente. Não pediu obra, não pediu recurso, não pediu promessa. Pediu um gesto.
Com a simplicidade de quem nunca esqueceu de onde veio, encerrou pedindo um abraço. Um abraço que simboliza o encontro entre a história pessoal e a história do país. Um abraço que vale mais do que qualquer discurso, porque carrega dentro dele o passado sofrido, o presente de conquistas e a esperança teimosa de quem ainda acredita que política também pode ser afeto.






Se os Prefeitos que já passaram por Valença nesses últimos 40 anos tivessem 01% da visão desse Prefeito de Cairu,…
Ele é um verdadeiro fura olho não voto mais nele
Alguém tem noticias do GARI DE MEDRADO ( O Tio)!
Gostaria de saber se não mais fotos do desfile? Participei e esse dia marcou minha vida
Decisão acertada