Na política, lealdade não se compra e gratidão não se esquece

Por: Rael Costa*

Uma das premissas do bom político é o compromisso com a palavra. É esse compromisso que sustenta alianças duradouras, fundamentais para o crescimento e o sucesso de qualquer liderança, esteja ela onde estiver na escala do poder.

A política ama a traição, mas jamais perdoa o traidor. E não causa espanto algum que traidores e traidoras acabem pagando o preço de suas escolhas nas urnas, sendo rejeitados pelo povo. Afinal, é ele — o povo — quem avaliza se determinado movimento foi um gesto de sobrevivência e ascensão política ou um ato explícito de traição.

Há líderes que, a todo instante, buscam as benesses do poder: a amizade, o carinho e a boa vontade do gestor para atender seus desejos pessoais ou suas causas imediatas. Tão logo esses desejos são atendidos, surge o pior dos sinais: a dúvida sobre a lealdade e a certeza da ingratidão. Lealdade não se compra na prateleira do supermercado.

Minha avó, católica que era, cantarolava: “fica sempre cheiro de perfume nas mãos de quem oferece rosas”, assim como permanece o odor do excremento de quem apunhala pelas costas. A história política nunca falha em registrar essa diferença.

Resta agora observar os movimentos das águas do Una para saber se o cheiro de perfume será retribuído com o odor da traição.

*Rael Costa é formado em gestão pública, servidor público e atualmente ocupa um cargo de Secretário na Prefeitura Municipal de Valença

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