EUA, ESPECIALISTAS EM DERRUBAR GOVERNOS E CHAMAR ISSO DE DEMOCRACIA

Os Estados Unidos, como manda o figurino, resolveram mostrar as unhas. Todo presidente americano precisa provar para seus patrícios e para o resto do planeta que eles são “o cara”, o xerife global, o dono da bola e do apito. É quase um ritual de posse informal: sentar na cadeira, ajustar a gravata e escolher quem vai apanhar da vez.
Eu não esqueço. Até Barack Obama, um presidente que eu respeitava, que cheguei a acreditar que teria coragem de acabar com o embargo covarde contra Cuba, também entrou no jogo. Mostrou as unhas, bateu no peito e matou Bin Laden. A mensagem foi clara: muda o discurso, muda o tom, mas o porrete continua o mesmo.
Americano é tudo igual quando o assunto é poder. Mas, convenhamos, pior que o americano só o papel vergonhoso dos venezuelanos nesse episódio. Entregaram o líder de bandeja ao inimigo, sem resistência, sem barulho, sem sequer fingir que houve luta. Nem teatro teve. Foi um silêncio constrangedor, desses que ecoam mais alto do que um canhão.
Os americanos se acham os donos do mundo, mas curiosamente só avançam onde não encontram resistência. Em todo lugar onde tentaram roubar, matar e posar de salvadores, encontraram reação. Vietnã, Afeganistão, Iraque… o custo foi alto. Mas na Venezuela? Um passeio. Um sequestro político transmitido em câmera lenta, com o mundo assistindo de camarote.
E o mundo, como sempre, cruza os braços. Fez isso com a Palestina, enquanto um genocida exterminava mais de 30 mil palestinos sob os olhos cúmplices das grandes potências. Fez vista grossa, fingiu neutralidade, chamou massacre de “conflito”. Agora faz o mesmo com a Venezuela.
Chegou a vez do país assistir às suas riquezas escorrerem pelo ralo, debaixo da própria fuça, sem reação, sem soberania, sem voz. Depois desse sequestro de Maduro, meu amigo, só Jesus na causa. Porque da política internacional não vem nada além de cinismo.
Os americanos seguirão sendo o que sempre foram: arrogantes, convencidos de que herdaram o planeta Terra no testamento de Deus. Para eles, tudo aqui é deles. Petróleo, território, governo alheio, destino dos outros povos. E enquanto não encontrarem resistência de verdade, vão seguir praticando atrocidades com discurso de democracia no bolso.
O mais irônico é a hipocrisia seletiva. Acusam Maduro de ditador e, por isso, vão lá e arrancam o sujeito do poder à força. Mas quando olham para Putin, que ninguém mais sabe há quanto tempo governa, enfiam a língua no buraco, desviam o olhar e fingem que não é com eles. Ditador bom é o que assusta.
No fim das contas, sobra pena. Pena de um mundo que ainda se ajoelha diante de um império decadente. Pena dos povos que pagam essa conta. E pena maior ainda de quem acredita que isso tudo é feito em nome da liberdade.






Boa noite meu querido você falou a mais pura verdade, estou contigo e não abro você é realmente muito claro e destemido parabéns você é mil
Boa noite falou a mais pura verdade estou contigo e não abro
Obrigado Jorge!