MESMO COM AUMENTO E CRIAÇÃO DE TAXAS AS PRAIAS CONTINUAM LOTADAS, É PRECISO BUSCAR NOVOS HORIZONTES

Há muitos lugares encantadores na Bahia, assim como Cairu e Valença

Em tempos em que as chamadas “reservas de descanso” mais parecem terminais rodoviários em véspera de feriado, é preciso dizer o óbvio com todas as letras: o litoral não aguenta mais tanta gente espremida no mesmo metro quadrado de areia.

As praias continuam lindas, mas a superlotação cobra seu preço. A população cresce, o fluxo de turistas explode e, junto com eles, vêm os velhos problemas das cidades balneárias.

Quando Cairu ajusta a taxa de acesso às ilhas, não é por capricho nem para espantar visitante. É necessidade pura.

O número de turistas aumenta ano após ano e, sem recursos, os serviços simplesmente deixam de existir. Limpeza, ordenamento, transporte, preservação ambiental… nada disso cai do céu.

É preciso compreensão por parte dos turistas, que, mesmo sem má intenção, acabam deixando para trás um rastro generoso de lixo e desgaste.

E o curioso é que, mesmo com a taxa de R$ 70,00 por pessoa, Cairu segue com pousadas e hotéis lotados até o fim da temporada. Ou seja, a ilha continua desejada, disputada e, justamente por isso, precisa ser cuidada com rigor.

Valença, por sua vez, paga hoje o preço de não ter se estruturado como deveria. Na alta estação, o drama se repete: falta água, falta luz e sobra lixo.

O turista chega cheio de expectativa e encontra serviços no limite do colapso. Não é culpa de quem vem, mas de quem não se preparou para receber.

Talvez a saída esteja em espalhar melhor esse turismo. O litoral baiano é imenso, generoso e ainda guarda praias pouco exploradas, quase intocadas, como sussurram os mais aventureiros.

Mas para isso, as prefeituras precisam fazer a parte delas, criando condições para novos investimentos, com planejamento e responsabilidade.

Se o turista buscar mais tranquilidade e os gestores pensarem além do óbvio, todos ganham. Menos superlotação, mais qualidade de vida, menos taxas emergenciais e mais equilíbrio.

Férias, afinal, foram feitas para descansar, não para disputar espaço como se fosse final de campeonato.

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