OS PRIMEIROS DIAS
Por Analista
“Para se avaliar uma nova administração é de bom senso que se espere 90 dias”, pelo menos esse é o discurso dos mais sensatos. Ora, talvez eu não sofra dessa sensatez pragmática, acho que o poder público deve ser cotidianamente observado e constantemente avaliado, não que todo dia venha acontecer algo que mereça uma opinião mais aprofundada, porém, os olhos do gato jamais devem sair de cima do peixe. E como dizem, absurdamente, que o ano só começa quando o carnaval termina, como se o carnaval na Bahia terminasse em algum momento, iniciarei o meu, obviamente de forma simbólica, falando sobre duas situações que merecem uma análise mais crítica:
A primeira diz respeito ao recuo da Prefeita à tramitação do Projeto de Lei Complementar que institui a Política de Meio Ambiente do Munícipio, que possui o condão de deliberar sobre questões importantíssimas na relação dos munícipes com a natureza e em especial no convívio harmonioso entre os cidadãos. Toda a polêmica se concentrou basicamente em um único artigo dos 246 existentes. A construção do processo legislativo não exige que um Projeto de Lei chegue a Câmara pronto e acabado, pelo contrário, ele estimula o debate enquanto ocorre a sua tramitação. Os vereadores podem alterar o Projeto todo ou em parte, a Prefeita possui o poder de veto e a Câmara pode ainda apreciar esse veto. A alegada falta de condição, seja ela qual for, de quem quer que seja, em cumprir os requisitos necessários para a adaptação do ambiente à sua atividade de forma a não prejudicar o próximo, deve ser tratada com o princípio impessoal da construção da Lei. A Prefeita sucumbiu diante da pressão dos Evangélicos! Vacilou!
Outra questão oportuna diz respeito aos professores, que foram vítimas do caráter deformado do gestor anterior. É obvio que a Prefeita não é culpada da situação por mais que o seu governo tenha todas as características de continuidade do Ramirismo, porém é decepcionante ver que não está existindo por parte dela esforço algum, além do velho discurso retórico, em assumir uma dívida que é do Município. A proposta de pagamento em 45 vezes é indecente! É querer pagar sem sentir. Prefeita tenha bom senso, já que esses professores não terão de volta o fim de ano tranquilo merecido que sejam lhes dado pelo menos um acordo justo e acima de tudo digno!
Não dá pra acreditar na postura ingênua de querer convencer a população de que a situação não era conhecida. Essa nova gestão passou por um período de transição de quase três meses. Nesse período a situação financeira do Município deveria ser estudada e acompanhada dia a dia. Não se esconde um rombo de sete milhões com tanta facilidade, foi muita incompetência ou falta de independência política para se fazer uma transição sem comprometer o futuro das contas do município.
Já se passaram quarenta e cinco dias, faltam mais quarenta e cinco para os noventa, o tempo vai passando, as coisas vão acontecendo, e assim vai ser muito difícil desvincular a imagem da atual Prefeita do seu criador! Tal rebeldia seria a sinalização de um novo rumo para a cidade, poderia ser o caminho para uma Administração mais austera e de respeito para com o seu cidadão. Mas, até agora tá tudo como antes!!!






Espero que o prefeito não esteja planejando comprar o SAAE, já que dá lucro.
Parabéns pelo belíssimo trabalho , sucesso a todos os envolvidos .🙏🏾
Ótimo profissional de saúde! Excelente opção para representar os baianos na Câmara Federal!
Médico muito renomado e respeitado, visto como o melhor ortopedista da Cidade de Simões Filho. Não tenho dúvidas de que…
COISAS DA NOSSA REPÚBLICA!