A Prefeitura Municipal de Cairu ainda não foi notificada em relação à decisão do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA), que considera inconstitucional a cobrança da Taxa de Proteção Ambiental (TPA), no valor de R$ 15,00, cobrada a quem visita o Morro de São Paulo, no Arquipélago de Tinharé, Baixo Sul da Bahia.
O prefeito Fernando Brito (PSD) afirmou que a cobrança continua até que a prefeitura seja oficialmente notificada. A assessoria jurídica do município informou que a decisão não é definitiva. O advogado Harrison Leite, responsável pela ação, afirmou ainda, que vai recorrer à decisão através de um embargo de declaração, que será apresentado ao TJ-BA.
De acordo com o gestor, a implantação da TPA cria um sistema de controle, em razão do grande número de pessoas que visitam a ilha. “O objetivo é potencializar os serviços de proteção e preservação da fauna e flora do balneário”, defende Brito.
Segundo Brito, a cobrança da tarifa é fundamental para a manutenção da política de proteção ambiental da ilha. “Sem a taxa, dificilmente Cairu terá condições de realizar os projetos de proteção ambiental, ou mesmo cumprir os TAC´s celebrados com o Ministério Público”, que são subsidiados com os recursos advindos da TAP”, destacou.
A Taxa de Proteção Ambiental (TPA) é cobrada apenas uma vez, independente do tempo que o turista passe na ilha e o montante arrecadado é utilizado na proteção ao meio ambiente. A taxa é respaldada na Constituição Federal de 1988 e no Código Tributário Nacional (CTN), que autorizam o município a instituir taxas, no exercício regular do Poder de Polícia.
A Lei tem como fator gerador, a fiscalização do uso, acesso e fruição do patrimônio ambiental e ecológico do Distrito do Morro de São Paulo. Logo, os arts. 145, inciso II da CF/88 e o art 77 do CTN respaldam tal cobrança, além da Lei Orgânica e Código Tributário Municipal. A TPA segue o mesmo modelo das Leis estabelecidas em outras APAs como, Fernando de Noronha (PE), e Ilha Bela (SP), ambas consideradas constitucionais.
“Sem a receita da TAP será muito difícil dá a manutenção devida ao meio ambiente, o que ocasionará diversos problemas ambientais e à população que passa pelo Morro de São Paulo”, concluiu o prefeito. O balneário está localizado em uma Área de Proteção Ambiental, conta com aproximadamente 12 mil leitos e recebe anualmente cerca de 350 mil visitantes. A ilha é considerada um dos principais destinos indutores do turismo no Baixo Sul da Bahia. A Lei não é aplicada em Boipeba, Garapuá, Moreré, e Gamboa, apesar de fazer parte do arquipélago e compor a APA de Tinharé Boipeba.
Equipe de Atendimento à Imprensa
Victor Lacerda – Coordenação Executiva – [71] 99996-9675
Karlo Dias – Coordenação de Jornalismo – [71] 99997-6391
Taís Leite – Atendimento de Jornalismo – [71] 98671-2256
Moro em Valença desde 2000. Não conheço Marcos Medrado. Durante estes meses, menos de um ano de mandato, Marcos Medrado…
Só os cegos, idiotas, abestalhados acreditavam em festa de São Pedro. Até às bandeirolas de quinta (5°} divisão na Pça…
[…] medida confirma uma informação que já havia sido antecipada pelo Blog do Pelegrini em 22 de maio, quando publicamos…
Valeu, Eliezer, a satifação foi minha de viajar com um dos profissionais mais gabaritado da área.
Meu caro, Será que o povo vai prestigiar esses "eventos"?! Espero que tenha sucesso em cada bairro, que se valorize…