Por Irene Dóres
Falando em política no Brasil, é possível analisar quantos tipos de pessoas existem: fácil de responder, um tipo e duas ramificações, o tipo único é o desonesto que faz qualquer coisa para se dar bem e tirar vantagem. E isso não nasceu na era Lula, já vem dos primórdios do governo brasileiro, antes mesmo de ser República.
Especificando o tipo e as ramificações: o tipo único, faz falcatruas, rouba o país e se finge de santo, faz dicursos maravilhosos contra a corrupção para a mídia e quando sai da frente das câmeras toma atitudes muito piores que aquelas criticadas por ele; promete coisas que nunca cumprirá porque já teve oportunidade da fazê-lo e sequer tentou. Maltrata seus eleitores, seu Estado e insiste em prometer que vai mudar o que nunca conseguiu fazer mesmo tendo chances.
O tipo único de político desonesto arquiteta planos e retira milhões dos sistema financeiro brasileiro deixando o país à beira da falência. Enriquece a si e os seus comparsas com o dinheiro público e assume a presidência de projetos importantes como se fosse uma pessoa de bem. São assim os representantes que você escolhe para enviar ao senado e às câmaras. Você sabe que ele não presta, mesmo assim o elege, e depois culpa o gestor pelas catástrofes causadas por sua desonestidade.
E a ramificação do desonesto? É o desonesto chantagista, esse não conseguiu participar das falcatruas, quer ganhar a sua cota no lucro daqueles que arquitetaram e executaram o roubo, porém, a única forma de “ganhar” sem “trabalhar” é chantagear, até rimou. Então o chantagista que é tão ladrão quanto os demais, grava as conversas e atos daqueles que ele admira por fazer o que ele não consegue e parte para cima da sua “vítima” na intenção de ganhar sua cota. Após muitas tentativas e sem sucesso em receber o almejado, o chantagista chama a mídia e entrega o desonesto que não lhe deu nada ou cansou de lhe sustentar. A mídia faz um escândalo, chama a polícia, prende o ladrão numero um, enquanto isso o chantagista sempre lucra um pouco menos e sai da lide como uma pessoa ilibada. Após um tempo o chantagista se candidata e o povo desavisado vota nele. Aí sim, agora ele terá a chance de roubar para si mesmo.
A atitude de Eduardo Cerveró, filho do ex-presidente da Petrobrás Nestor Cerveró, que gravou horas de conversa com o senador Délcidio Amaral para garantir que seu pai, expoliador da Petrobrás, não fosse preso caso viesse a ter suas falcatruas descobertas, é normal para ele que acabou “entregando o serviço” quando percebeu que o roubo efetuado por Nestor ao país não ficaria impune. Essa delação certamente foi feita quando Nestor percebeu que não teria como escapar da justiça e acabaria pagando por seu crime. Mas o senador certamente, também recebeu muito dinheiro para proteger o Nestor e sua corja, porém não deu certo, a casa caiu, e se o senador recebeu e não protegeu, cai também, paga o preço de prometer auxílio a bandidos institucionais e não cumprir.
Agora o Delcidio Amaral com todo seu poder está preso, seus comparsas na câmara e no congresso estão com muito medo, pois sabem que se não o livrarem desse vexame podem cair também a qualquer momento. O caminhar em Brasília está tenso, afinal todos sabemos que o Nestor não roubou a Petrobras sozinho, o Delcidio não prometeu ajuda sozinho, quando esse ovo podre estourar totalmente não vai sobrar ninguém. A solução é dar um jeitinho de relaxar a prisão do Delcídio e manter todos os congressistas seguros, mas até quando?
Entre o tipo único de bandidagem institucional e as ramificações não dá para saber quem é o pior, pois se quem rouba é criminoso, quem sabe e apoia está comprometido no mesmo grau. Se essas pessoas conhecem o crime e permanecem caladas até determinado momento, está mais do certo que é comparsa, que pode responder por co-autoria. Porque não revelou o crime antes? A justiça deveria pensar nisso!
A corrupção é um mau que pode ter cura basta que as pessoas se deem conta que ser honesto é uma prerrogativa e não uma casualidade. Pensemos um pouco, você que chama um partido de desonesto, já parou pra se olhar e perceber até aonde você é honesto, até aonde iria sua fidelidade? Por exemplo, um advogado que retenha para si, o dinheiro do cliente é tão ladrão quanto o político ou partido que ele critica por roubar o país. O médico que cobra aquilo que sabe não precisar de um cliente está no mesmo patamar da desonestidade. A enfermeira que cobra por fora um serviço que teria que fazer gratuito é tão corrupta quanto um juiz de futebol que recebe para prejudicar um time e um senador que oferece fuga a um diretor ladrão. As citações aqui são apenas exemplicações, para que a gente entenda que a corrupção e o roubo está em todas as classes, de todas as formas e precisa ser combatida pela valorização do ser humano, pela valorização do caráter.
As atitudes que estão sendo tomadas pela PF, são exemplares para os brasileiros perceberem que esse país tem jeito, e ao mesmo tempo para se perguntarem, até onde eu sou honesto? As entregações em massa no país são apenas revelações de que se alguem roubou e outro alguem soube, vai pagar caro e quando não puder mais pagar, será desmacarado. Essa é a lição!
isso
meio confuso essa informação já saia as 18:30 de mar grande e agora vai ter uma 20:00 e isso
Poderia ser melhor se de fato tivesse planejamento por parte da secretaria do turismo com total apoio do Prefeito. Temporada…
Realmente Pelegrini nosso Deputado Federal, filho da Terra, Raimundo Costa, não perdeu seu cognome RAIMUNDO DA PESCA, porém avançou fronteiras…
Dos paredões, eu já chamei a atenção dele, mas os fogos de artifício não eram de estampidos, os estalos eram…