Vereadores precisam entender que a prefeitura não é cabide de empregos: quem paga a conta é o povo!

A nota divulgada pela Prefeitura de Valença é preocupante e merece uma reflexão, principalmente daqueles que vivem fazendo da política uma oportunidade de arrumar empregos para seus apadrinhados.

Vejam só a situação: a Prefeitura arrecada cerca de R$ 31 milhões por mês e gasta R$ 25 milhões somente com a folha de pagamento! Sobram R$ 6 milhões para todo o resto. E eu pergunto: como é que o prefeito Marcos Medrado vai administrar uma cidade do tamanho de Valença com tão pouco dinheiro para tantas necessidades?

E aí entra uma questão que precisa ser discutida sem medo: os empregos que vereadores e outras lideranças políticas conseguem dentro da Prefeitura.

O que se comenta é que existem vereadores com uma quantidade impressionante de apadrinhados ocupando cargos na administração municipal. Fala-se até em 300 empregos ligados a determinados grupos políticos. Se isso for verdade, é um absurdo que precisa ser esclarecido!

A Prefeitura não pode virar uma agência de empregos para satisfazer vereadores e cabos eleitorais!

O mais interessante é que o vereador consegue o emprego para o amigo, para o parente, para o cabo eleitoral, recebe os agradecimentos e fica bem na fotografia. Mas, quando falta dinheiro para melhorar uma rua, cuidar de uma praça, pagar um fornecedor ou atender às necessidades da população, quem leva a culpa? O prefeito Marcos Medrado!

É muito cômodo fazer política assim, não é?

O vereador fica com os aplausos de quem conseguiu uma boquinha, enquanto o prefeito fica com as reclamações de uma cidade inteira.

E tem mais: esses políticos precisam entender que ajudar um prefeito não é exigir empregos. É contribuir para que ele tenha condições de trabalhar!

Marcos Medrado tem obras para concluir, ruas para recuperar, serviços para melhorar e uma cidade inteira esperando resultados. Não é justo que o crescimento de Valença fique comprometido para atender aos interesses de grupos políticos.

É hora de dar um basta nessa história de achar que apoio político precisa ser pago com cargos públicos. Cargo na Prefeitura não é moeda de troca, e dinheiro público não é patrimônio de vereador!

Se a gestão precisa reduzir secretarias e cargos para equilibrar as contas, que faça isso com critérios técnicos, transparência e respeito aos trabalhadores. E que comece avaliando os cargos de indicação política, sem prejudicar os serviços essenciais.

Agora, uma puxada de orelha nesses políticos: tenham juízo!

Deixem o prefeito trabalhar! Parem de tratar a Prefeitura como se fosse uma propriedade particular, onde cada um chega com sua lista de protegidos querendo um lugar ao sol.

Porque, no final das contas, o vereador pode até ganhar a gratidão de algumas dezenas de pessoas com seus empregos, mas o prefeito precisa responder pelas necessidades de milhares de valencianos.

Valença não pode deixar de crescer para sustentar o apetite político de quem nunca acha que já tem cargos suficientes!

E fica a pergunta que não quer calar: se quase todo o dinheiro da Prefeitura for consumido pela folha de pagamento, o que vai sobrar para cuidar da cidade?

Pelegrini

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