Medrado virou o jogo em Valença; os paredões de Neto deixaram indignação e derrota

Na minha avaliação, o trabalho intenso do prefeito Marcos Medrado foi fundamental nessa virada. Neto continuou contando com o apoio da ex-prefeita Jucélia Nascimento, mas encontrou um prefeito disposto a percorrer a cidade e buscar cada voto para Jerônimo.

E teve uma coisa que, para mim, também pesou contra Neto: a barulheira da carreata de sábado à noite. Por volta das 19h30 às 20h, contei pelo menos uns vinte carros com paredões. Uma zoada que entrava nas casas sem pedir licença, acompanhada pelo barulho das motos com escapamentos ensurdecedores.

Falo como avô de uma criança autista. Só quem estava dentro de casa com meu neto sabe o sofrimento que aquele barulho provocou. Enquanto uns faziam festa, nós tentávamos enfrentar uma situação que nenhuma família deveria passar por causa de campanha eleitoral.

Não tenho como medir quantos votos aquela carreata tirou, mas acredito que tamanho desrespeito cobrou seu preço. Crianças, idosos e famílias também fazem parte da cidade e merecem consideração.

Confesso: fiquei aliviado com a derrota. Se na despedida da campanha foram tantos paredões, imagine a comemoração!

Minha indignação tem motivo e tem rosto: o do meu neto. Seja qual for o partido, quem pede o voto do povo precisa começar respeitando o povo. Valença merece ser ouvida, e ninguém escuta ninguém com vinte paredões berrando.

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3 Resultados

  1. Aspone disse:

    Sua observação quanto aos paredões é pertinente, porém excluiu-se mais uma vez de comentar sobre os paredões de rafa de hildecio que eram mais de 10 e os de medrado que não ficaram por traz que comprovam-se pelas fotos e pelos videos disponiveis nas redes.

  2. Aspone disse:

    Corrigindo: Sua observação quanto aos paredões é pertinente, porém excluiu-se mais uma vez de comentar sobre os paredões de rafa de hildecio que eram mais de 10 e os de medrado que não ficaram por baixo, e, que podem ser comprovados pelas fotos e pelos videos disponiveis nas redes.

  3. Ricardo Vidal disse:

    Concordo contigo que o barulho dos paredões tirou os muitos votos. Não se conseguia ouvir direito o que tocavam, sobrando apenas o incômodo auditivo – para desepero das família. Como filho de um pai com Alzheimer, entendo bem sua indignação. No meu caso, o rosto é o do meu pai: um senhor respeitável, honesto e trabalhador que no alto dos seus 77 anos já não pode usufruir o sossego que ele merece. Sei que a política possui seu momento festivo, possui suas necessidades de marketing. Entendo que determinados movimentos no tabuleiro são necessários para se ganhar uma disputa eleitoral. Lembro-me de outras eleições em que um carro de som comandando uma carreata fazia um espetáculo bonito que virava uma eleição. Mas tudo isso possui o limite: respeito ao povo! Uma campanha que não respeita a saúde de uma criança e a paz de um idoso já nasceu perdida. Foi o que as urnas mostraram nesse domingo. Fica a dica para as próximas eleições: barulho não é diversão nem força política!

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