Cezinha assinou contrato para comprar parte de INSTITUTO DE ANDRÉ MENDONÇA

O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) assinou um contrato que lhe dava a possibilidade de comprar, no futuro, 4% do Instituto Iter, instituição jurídica lançada pelo ministro do STF André Mendonça em 2023.
Esse documento apareceu no material apreendido pela Polícia Federal durante buscas contra Cezinha e a advogada Valéria Linhares. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino dentro de uma investigação que apura suspeita de comercialização de influência junto a integrantes de tribunais superiores.
Segundo a assessoria de André Mendonça, o negócio nunca foi concretizado. Cezinha teria depositado R$ 19.353 como caução, valor correspondente a 1% das ações, enquanto os outros 3% seriam comprados de outros sócios.
E havia uma condição: segundo a versão apresentada pela assessoria do ministro, Cezinha só poderia efetivamente fazer a compra quando deixasse a política. A previsão era que isso acontecesse em 2027, quando ele já não estivesse exercendo mandato de deputado.
Agora é que a história ganha mais ingredientes.
Cezinha foi justamente quem intermediou, em março de 2025, um encontro entre André Mendonça e Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master.
No mesmo mês daquele encontro, Mendonça pediu vista em um processo relacionado a concessões de cemitérios privados em São Paulo e que envolveria interesses do conglomerado do Master. Posteriormente, quando o julgamento foi retomado, Mendonça votou contra a manutenção de uma decisão individual de Flávio Dino que estabelecia restrições às concessionárias.
A assessoria de Mendonça apresenta outra leitura: afirma que o ministro estava julgando uma questão jurídica geral sobre a possibilidade de concessão de determinados serviços públicos, e não um caso destinado a beneficiar especificamente Vorcaro ou determinada empresa.
Por causa do conjunto de fatos, Flávio Dino pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que sejam analisados tanto o encontro de Mendonça com Vorcaro quanto atos jurídicos praticados pelo ministro.
Traduzindo tudo: existe um documento mostrando que Cezinha tinha uma opção para comprar parte do instituto ligado a Mendonça; existe uma relação próxima entre os dois; e Cezinha também fez a ponte para o encontro entre Mendonça e Vorcaro.
Mas daí a concluir que houve alguma irregularidade praticada por Mendonça existe uma distância que precisa ser preenchida por investigação e provas. Até aqui, esses fatos levantam perguntas, não dão automaticamente as respostas.
E é justamente por isso que essa história ainda promete novos capítulos.
Porque, quando começam a aparecer contrato, dinheiro, deputado, banqueiro, ministro do Supremo e Polícia Federal na mesma história, o melhor é deixar o juridiquês de lado e acompanhar cada documento com uma lupa na mão.




Não tenho problemas com crianças ou animais, mas faço minhas as palavras do amigo Pelegrini, isso incomoda muito mesmo, até…
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Indignação total. Depois essa extrema direita vem dizer que os comunistas comem criancinhas. O bolsonarismo não é apenas uma corrente…
Não foi em Boipeba que um soldado israelitas foi preso por chamar um nativo de macacão?
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