Flávio Bolsonaro usou apartamento de advogado investigado no caso das fraudes do INSS

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou durante sua campanha um apartamento pertencente ao advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. A informação foi revelada pela revista Piauí e repercutida pela Folha de S.Paulo.
Localizado na Vila Nova Conceição, área nobre de São Paulo, o imóvel teria sido usado por Flávio para realizar reuniões e gravar vídeos. Entretanto, sua utilização não aparece na prestação de contas como despesa ou doação de campanha.
O apartamento também possui uma ligação com o caso do Banco Master. Antes de chegar às mãos da empresa de Willer Tomaz, ele pertenceu ao empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do banco.
Segundo a reportagem, Zettel comprou o imóvel por R$ 5,5 milhões e, aproximadamente dez meses depois, vendeu-o por R$ 3,5 milhões à empresa ligada ao advogado. Ou seja: uma redução de R$ 2 milhões no valor da negociação.
Willer Tomaz é amigo de Flávio Bolsonaro e foi alvo de uma operação da Polícia Federal que apura as fraudes do INSS. Os investigadores analisam dados extraídos do telefone celular do advogado, apreendido durante o cumprimento de mandados.
A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) acionou o Tribunal Superior Eleitoral para que seja investigado se o uso do imóvel deveria ter sido declarado pela campanha. Até a publicação da reportagem, a assessoria de Flávio Bolsonaro não havia explicado em quais condições o apartamento foi utilizado.
É importante registrar que a reportagem não apresenta provas de que Flávio Bolsonaro tenha participado das fraudes contra o INSS. O que está sendo questionado é sua proximidade com pessoas investigadas e a utilização, durante a campanha, de um imóvel que atravessa personagens envolvidos em dois grandes escândalos nacionais.
A história pode até ter começado dentro de um apartamento de luxo, mas agora saiu pela porta da frente e virou assunto para a Polícia Federal, a Justiça Eleitoral e toda a sociedade brasileira.
Com informações da Folha de S.Paulo.




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