Diro usa exemplo de esgoto estourado em casa de moradora para defender taxa do SAAE

O vereador Diro acabou desmontando boa parte da força política da proposta apresentada pela vereadora Ana Fraga ao trazer um discurso mais técnico e baseado na realidade financeira do saneamento em Valença.

Enquanto a vereadora levantou o clamor popular contra a cobrança da taxa de esgoto, Diro puxou o debate para o campo da legalidade, da responsabilidade administrativa e da necessidade de investimentos futuros.

Com serenidade e sem entrar em embate pessoal, o vereador explicou que a taxa possui respaldo na Lei Federal do Marco Legal do Saneamento e em entendimentos do Superior Tribunal de Justiça, além de destacar que o município precisa manter arrecadação para continuar ampliando a rede de esgotamento sanitário.

O ponto mais forte da fala de Diro talvez tenha sido lembrar que Valença busca recursos federais milionários para investir no tratamento de esgoto, e que a existência da taxa é justamente um dos critérios exigidos para acessar esses investimentos.

Ou seja: extinguir a cobrança agora poderia até agradar momentaneamente parte da população, mas poderia também fechar portas para obras futuras e comprometer o avanço do saneamento no município.

Outro trecho que chamou atenção foi o exemplo prático dado pelo vereador sobre uma moradora do Jardim Novo Horizonte.

Segundo Diro, no ano passado uma rede de esgoto estourou dentro da casa de uma senhora e, na época, o SAAE sequer tinha condições financeiras de substituir a tubulação.

O problema acabou ficando sem solução imediata justamente pela falta de recursos da autarquia.

Já neste ano, segundo ele, com a arrecadação da taxa de esgoto, o cenário foi diferente: o SAAE não apenas resolveu o problema da residência da moradora, como aproveitou para substituir toda a rede de esgoto da ladeira, eliminando um transtorno antigo vivido pelos moradores da localidade.

A fala acabou funcionando como um exemplo concreto do argumento defendido pelo vereador: sem arrecadação, não existe investimento; e sem investimento, o saneamento continua estourando literalmente na porta do povo.

No fim das contas, Diro colocou um freio técnico em um debate que vinha sendo embalado mais pela revolta popular do que pela dura realidade financeira do saneamento público.

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