Um Dia das Mães sem bolo, sem rosa e sem político emocionado

Rapaz… os tempos mudaram mesmo.
Passamos um Dia das Mães mais silencioso de todos os tempos. Antigamente, nessa época, já tinha vereador distribuindo liquidificador em praça, político abraçando até sogra de adversário e comerciante fazendo promoção até de parafusos e corda de sisal.
Mas esse ano… nada.
Não teve festinha na praça, não teve sorteio de brinde, não apareceu deputado federal felicitando o dia das mães de porta em porta e muito menos aquele político especialista em distribuir pirulito e algodão doce em época conveniente.
Sumiram todos.
A CDL não fez campanha emocionante, os comerciantes ficaram agarrados no caixa, parece que descobriram que amor materno não dá mais voto imediato.
E olha que Dia das Mães sempre foi uma dessas datas que mexem com o coração até dos mais duros. É quando o povo lembra da luta silenciosa das mulheres que criaram filhos sem ajuda de prefeito, vereador, deputado, empresário, banco ou influencer motivacional.
Mas o romantismo vai morrendo…
Se ninguém incentiva, se ninguém celebra, se ninguém valoriza, a data vai virando só mais um domingo com loja fechada e sem promoções para vender.
No fundo, o que assusta mesmo é perceber que até os mercenários do capitalismo ficaram desanimados. Nem eles quiseram investir no sentimentalismo esse ano.
E político sem explorar emoção em data comemorativa é quase igual trio elétrico sem caixa de som: perde completamente a utilidade.







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