Valença em Transição: passado conservador, presente em obras e o desafio de um futuro progressista

Por Wolf Moitinho*

Recebi um vídeo em que Osmar Prado e Patrícia Pillar, interpretando o Barão de Aruana e Dona Cândida, falam sobre políticos corruptos no Brasil. Digo, sem rodeios, que em nosso país os políticos sempre pensaram nos próprios umbigos e nos umbigos de seus correligionários. Esse cenário político se repete desde 1500, quando o Brasil foi descoberto.

Durante mais de 500 anos fomos governados por esse tipo de gente, em sua maioria ligada à direita, que nada fez para melhorar a vida das pessoas mais humildes. Os benefícios reais para a população pobre só começaram a surgir após a Constituição de 1988, a chamada Constituição Cidadã.

Lembro-me de que, em 1976, na terceira maior cidade do interior da Bahia, Vitória da Conquista, existiam apenas dois colégios de segundo grau, sendo um deles particular. Isso fez com que milhares de conquistenses, além de estudantes de cidades vizinhas, ficassem sem estudar por falta de vagas.

Naquela época, alunos egressos do primário precisavam se submeter a uma espécie de “vestibular”, a chamada “admissão”. Os que conseguiam passar continuavam os estudos; os que não conseguiam eram obrigados a enfrentar subempregos ou tentar novamente no ano seguinte.

Hoje, depois que a esquerda chegou ao Poder Central, muita coisa tem melhorado para aqueles que nunca foram beneficiados ao longo dos 526 anos de existência do Brasil. Infelizmente, muitos estados e municípios ainda são governados por políticos da direita, e pouco ou nada mudou durante a hegemonia desses grupos dominantes.

Essa também foi, por muito tempo, a realidade do nosso município, governado durante décadas pela direita, que pouco fez pela população. Educação, saúde, moradia, empregos e outros benefícios sociais só estão chegando agora por meio do governo Central e/ou Estadual, já que os governantes de outrora, na União, nos estados e nos municípios, faziam política apenas para si e para seus correligionários.

Valença mudou. Foi eleito um prefeito que outrora jogava no time da direita. Marcos Medrado foi correligionário de ACM como vereador, vice-prefeito de Salvador, deputado estadual e federal por legendas da direita, e hoje se relaciona politicamente com a esquerda.

Mas o que esperar do senhor Marcos Medrado? Melhorias na estrutura da cidade, com pavimentação asfáltica de ruas e estradas vicinais? Evidente que essas ações são importantes, sobretudo porque os governos anteriores pouco fizeram. Porém, a pergunta que não quer calar diz respeito à situação dos postos de saúde, das escolas de primeiro e segundo graus, da geração de empregos, da moradia e das demais ações sociais.

As notícias que circulam no município são desastrosas quanto ao estado de postos de saúde e escolas, se observarmos esses aspectos com atenção.

E o povo, está satisfeito? Sim, o povo está satisfeito. Ainda que as obras tenham também como pano de fundo as eleições de 2026, a população aplaude as vias asfaltadas, que dão outra visão da cidade tanto para quem mora aqui quanto para quem nos visita.

A bem da verdade, são apenas dois anos de mandato de Marcos Medrado, e nesse período fez-se mais do que o realizado por todos os seus antecessores juntos.

O que se deve esperar nos próximos anos são melhorias efetivas na educação, na saúde, na moradia, no desenvolvimento do turismo para geração de renda, na implantação de um polo industrial e, assim, acabar de vez com o domínio hegemônico da direita que manteve Valença estagnada por tantos anos.

Sim, senhoras e senhores, Valença já balança. Dá seus primeiros passos rumo à mudança e a um novo paradigma: sair do provincianismo mantido pela direita por mais de 150 anos e iniciar uma nova fase, progressista.

Mudanças são necessárias para o progresso, mas é fundamental que haja harmonia social. Para que isso ocorra, educação, saúde e bem-estar da população precisam acompanhar essas transformações.

Vêm aí eleições para os executivos e legislativos estaduais e federais, além de senadores e deputados. É preciso que todos façamos uma reflexão: nesses 526 anos de história, dos quais cerca de 25 foram governados pela esquerda e mais de 500 pela direita, em qual período houve mais melhorias para as pessoas menos favorecidas?

Cabe a cada cidadão e a cada cidadã definir o que deseja para si e para os seus semelhantes.

* Moitinho é servidor Público

UM ABRAÇO QUE ATRAVESSOU A HISTÓRIA, DAI DE GANDU DECLAMA SUA VIDA A LULA E EMOCIONA O BRASIL

A vontade de escrever esta matéria nasceu de um comentário que não saiu da minha cabeça. O prefeito de Valença, Marcos Medrado, que esteve no evento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Bahia, me contou que a prefeita de Gandu havia feito um pronunciamento daqueles que arrepiam, emocionam e silenciam qualquer plateia.

Segundo Medrado, não foi discurso comum. Foi algo diferente, profundo, marcante. Fui conferir. E confirmei: o que Medrado disse era a mais pura verdade. Diante da força daquelas palavras, fui praticamente obrigado a escrever este texto.

Não foi apenas um discurso. Foi poesia viva, dessas que nascem do chão batido, atravessam a lama e chegam aos grandes palcos sem pedir licença. A prefeita Dai, da cidade de Gandu, transformou o microfone em verso e o coração em livro aberto ao se dirigir ao presidente Lula.

Com a voz carregada de emoção e verdade, Dai não falou só por si. Falou em nome das Dayanas, das Marias, dos Joãos. Falou pelos filhos e filhas do povo, pelas empregadas domésticas, pelos operários, pelos garis, por todos aqueles que sempre precisaram lutar mais para chegar onde poucos chegavam. Cada frase era um pedaço de vida. Cada palavra, uma memória costurada com dignidade.

Mulher negra, nascida na roça, criada na favela, filha de mãe solteira, Dai contou sua trajetória como quem recita um poema que não cabe no papel. Lembrou da infância marcada pelo barro nos pés, da sacola amarrada para não sujar a lama a caminho da escola, dos sonhos que pareciam grandes demais para aquele cenário. E ali, diante do presidente, esses sonhos estavam vivos, de pé, governando uma cidade.

Ela agradeceu pelas políticas públicas que abriram portas onde antes só existiam muros. Pelas universidades públicas que acolheram os filhos do povo. Por acreditar que o filho do pobre tinha, sim, o direito de ocupar os mesmos espaços que o filho do rico. E afirmou, com humildade e consciência histórica, que se hoje é prefeita, é porque essa missão precisa continuar: a missão de resgatar vidas, de não deixar ninguém para trás.

Dai disse em voz alta o que muita gente sente em silêncio. Que Lula já está eternizado no coração do Brasil, sobretudo no coração de quem foi resgatado da margem da pobreza. Que ele não vive para si, vive para os outros. Vive para nós.

E no fim, depois de agradecer, depois de transformar gratidão em poesia, Dai pediu apenas um presente. Não pediu obra, não pediu recurso, não pediu promessa. Pediu um gesto.

Com a simplicidade de quem nunca esqueceu de onde veio, encerrou pedindo um abraço. Um abraço que simboliza o encontro entre a história pessoal e a história do país. Um abraço que vale mais do que qualquer discurso, porque carrega dentro dele o passado sofrido, o presente de conquistas e a esperança teimosa de quem ainda acredita que política também pode ser afeto.

Na política, lealdade não se compra e gratidão não se esquece

Por: Rael Costa*

Uma das premissas do bom político é o compromisso com a palavra. É esse compromisso que sustenta alianças duradouras, fundamentais para o crescimento e o sucesso de qualquer liderança, esteja ela onde estiver na escala do poder.

A política ama a traição, mas jamais perdoa o traidor. E não causa espanto algum que traidores e traidoras acabem pagando o preço de suas escolhas nas urnas, sendo rejeitados pelo povo. Afinal, é ele — o povo — quem avaliza se determinado movimento foi um gesto de sobrevivência e ascensão política ou um ato explícito de traição.

Há líderes que, a todo instante, buscam as benesses do poder: a amizade, o carinho e a boa vontade do gestor para atender seus desejos pessoais ou suas causas imediatas. Tão logo esses desejos são atendidos, surge o pior dos sinais: a dúvida sobre a lealdade e a certeza da ingratidão. Lealdade não se compra na prateleira do supermercado.

Minha avó, católica que era, cantarolava: “fica sempre cheiro de perfume nas mãos de quem oferece rosas”, assim como permanece o odor do excremento de quem apunhala pelas costas. A história política nunca falha em registrar essa diferença.

Resta agora observar os movimentos das águas do Una para saber se o cheiro de perfume será retribuído com o odor da traição.

*Rael Costa é formado em gestão pública, servidor público e atualmente ocupa um cargo de Secretário na Prefeitura Municipal de Valença

Pescadores dão aula de organização e cobram de Lula solução para o seguro-defeso

Não foi baderna, não foi bagunça e muito menos desinformação. O que se viu em Valença e em outros municípios do Baixo Sul foi uma aula de organização, consciência social e maturidade política dada pelos pescadores e marisqueiras.

A manifestação desta sexta-feira teve endereço certo: o Governo Federal. E o recado foi claro como água de maré cheia. O problema do seguro-defeso não está no Ministério do Trabalho, como muita gente anda espalhando, mas sim no seguro ligado ao INSS, que ficou sem orçamento durante 2025 depois daquela confusão da MP que quase travou tudo.

Para quem tenta embolar o assunto, os pescadores explicaram direitinho: existem dois seguros-defeso.
Um é o do Ministério do Trabalho, que vai começar a ser pago a partir do dia 15 de fevereiro, mesmo atrasado.

O outro é o do INSS, que é justamente o mais antigo, de novembro para trás, e esse ficou descoberto porque o governo simplesmente não reservou dinheiro no orçamento.

Foi por isso que o protesto aconteceu. E aconteceu bonito.

Em Valença, os próprios manifestantes combinaram horário, avisaram os motoristas, travaram as duas pistas e deixaram claro: “cinco para as nove a gente libera”. E liberaram mesmo. Nem um minuto a mais. Quando o relógio bateu, o pessoal abriu a pista, recebeu aplausos de quem passava e cada um seguiu seu caminho.

Sem gritaria desnecessária. Sem confusão. Só para chamar atenção.

A mobilização reuniu pescadores de Valença, Cairu, Nilo Peçanha, Ituberá e Taperoá, e não foi só aqui. A manifestação aconteceu em toda a Bahia, envolvendo colônias de pescadores em diversos municípios no mesmo dia.

O alvo das reivindicações foi direto: Lula. As faixas e palavras de ordem pediam solução imediata para o seguro-defeso. E o curioso é que ninguém ali estava atacando o presidente. Pelo contrário. Muitos diziam:
“Todo mundo aqui é Lula”.

O que eles querem não é briga política, é resposta.

E teve uma cena que diz muito sobre o nível desse movimento. Um sujeito passou provocando:
“Cadê Raimundo Costa?”

A resposta veio na lata, com uma lucidez que muita gente engravatada não tem:
“Ele luta lá e a gente luta cá. Ele tá lutando lá, mas precisa da nossa força para pressionar.”

Isso não é discurso vazio, é consciência coletiva, é visão de associação, de cooperativa, de quem entende que direito não cai do céu, se conquista.

No fim, tudo terminou como começou: de forma pacífica, organizada e com objetivo cumprido. Cinco para as nove, pista liberada, manifestação encerrada e todo mundo foi embora.

Agora a bola está com Brasília. Porque quando quem vive do mar parar para protestar, não é por capricho. É porque a rede está vazia e a conta não espera.

VALENÇA NO CENTRO DAS DECISÕES: MEDRADO CELEBRA CONQUISTAS EM BRASÍLIA E PROJETA NOVOS TEMPOS

O prefeito Marcos Medrado esteve na capital baiana para celebrar, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, do presidente Lula, do ministro Rui Costa e do senador Jaques Wagner, importantes conquistas para a Bahia e, em especial, para Valença.

Durante a agenda, Medrado destacou que o município será contemplado com um robusto pacote de obras federais. O pontapé inicial já foi dado com o Hospital Regional, que saiu do papel, além da retomada das creches que ficaram inacabadas em gestões passadas e agora avançam para atender a população.

O prefeito ressaltou ainda o simbolismo do encontro com o presidente. “Encontrar com Lula é sempre bom. Ele nos traz esperança e nos dá a garantia de dias melhores”, afirmou Medrado, confiante de que Valença vive um novo ciclo, com obras, investimentos e presença efetiva do governo federal no município.

HILDECIO MEIRELES REFORÇA COMPROMISSO COM A CULTURA DO BAIXO SUL EM ENCONTRO COM O MINISTÉRIO DA CULTURA

O fortalecimento da cultura do Baixo Sul da Bahia ganhou mais um capítulo importante nesta semana. Durante o encontro dos gestores culturais da região, que contou com a presença do Ministério da Cultura, o prefeito Hildecio Meireles reafirmou seu compromisso com a valorização das tradições, o apoio aos artistas locais e a construção de políticas públicas sólidas voltadas para a identidade cultural do território.

O encontro foi marcado pelo diálogo, pela troca de experiências e, sobretudo, pela defesa da união entre os municípios como caminho essencial para fortalecer a cultura regional. Para Hildecio, investir em cultura é preservar a história, movimentar a economia criativa e garantir que as futuras gerações reconheçam e respeitem suas raízes.

A atuação do prefeito foi reconhecida publicamente por Cíntia Palma, que destacou o apoio contínuo da gestão municipal às ações culturais. “Prefeito, nossa gratidão pelo compromisso, pela confiança e por todo o apoio à cultura. Cairu reconhece e agradece. O senhor é uma inspiração como gestor!”, afirmou.

O momento reafirma Cairu como referência no cuidado com a cultura popular, mostrando que quando há compromisso político, diálogo institucional e respeito às tradições, a cultura deixa de ser promessa e passa a ser política pública de verdade.

DITINHO TENTA HERDAR O ESPÓLIO POLÍTICO DE ALAN SANCHES

Circula nas redes sociais um vídeo do empresário Ditinho, de Santo Antônio de Jesus, no qual ele anuncia uma mudança estratégica: deixa a pré-candidatura a deputado estadual e passa a mirar uma vaga de deputado federal.

A guinada ocorre após a morte do deputado federal Alan Sanches, com quem Ditinho fazia dobradinha eleitoral. O desenho original era simples: Alan disputaria a Câmara Federal e Ditinho concorreria à Assembleia Legislativa da Bahia.

Com a ausência de Alan, o cenário político do grupo mudou. O vereador Duda Sanches, filho do deputado falecido, passou a ser o nome natural para a disputa federal. Ainda assim, Ditinho resolveu alterar o jogo sem, ao que tudo indica, ouvir quem deveria ser ouvido primeiro.

No vídeo, Ditinho tenta suavizar a decisão dizendo que antes a pré-candidatura era dele, mas agora seria “do grupo”, como se a mudança não fosse pessoal, mas fruto de um consenso coletivo. Discurso bonito, prática questionável.

Ele ainda afirma que abriu espaço para que Duda permanecesse como deputado estadual do grupo, repetindo a dobradinha que existia com o pai. O detalhe incômodo é que essa “generosidade” teria sido oferecida sem a devida conversa com o próprio Duda, o herdeiro político direto de Alan Sanches.

Para completar, Ditinho adota um tom de ultimato: diz que vai aguardar até segunda-feira para que Duda desista da candidatura federal e aceite compor a dobradinha como estadual. Caso contrário, outro nome será colocado no tabuleiro. Uma postura que muitos classificaram como arrogante e desrespeitosa diante do momento e da história política envolvida.

Nos bastidores, a resposta já veio: Duda e seus aliados descartaram qualquer possibilidade de acordo nos termos apresentados por Ditinho.

A novela está só começando.

E, como toda boa trama política, promete novos capítulos.

MEDRADO FALA EM DIÁLOGO, UNIÃO E DEMOCRACIA NA ABERTURA DOS TRABALHOS LEGISLATIVOS

Na abertura dos Trabalhos Legislativos de 2026, o prefeito Marcos Medrado reforçou o compromisso com o diálogo, o respeito e a construção coletiva.

Ao participar da Sessão Solene, Medrado destacou que a reconstrução de Valença passa, necessariamente, pelo fortalecimento do processo democrático, sem confrontos, sem imposições e sem ferir pessoas.

Segundo o prefeito, o caminho é a união entre os poderes, com Executivo e Legislativo caminhando juntos, trabalhando com responsabilidade e maturidade política para atender, acima de tudo, aos interesses da população valenciana.