Archive | julho, 2020

Pré-candidato a prefeito de Cairu, Emanuel Ribeiro, apoia o adiamento das eleições municipais

“A vida está acima de tudo! Não só o dia da eleição não pode significar risco à população, como a campanha eleitoral não pode ser afetada em sua essência democrática, deixando as pessoas fora dos encontros, do debate de ideias, do corpo a corpo, da conversa franca. O momento é muito difícil e temos que ter prudência.

Estamos ouvindo as orientações do nosso Governador Rui Costa, que tem sido exemplo no combate ao coronavírus e ele tem insistido nas medidas restritivas pelo bem de todos, mesmo que isso signifique adiar planos e cause outros danos. É essa firmeza que temos que manter, em nome da saúde, colocando o cuidado com a vida das pessoas como prioridade máxima.

Pelo bem de todos, o Brasil deve refletir sobre a importância de se ter um pleito eleitoral limpo, sem maquiagem, com o diálogo próximo e sincero, pra que o eleitor possa escolher melhor seus representantes.

Esse ano estamos vivendo um tempo diferente e atitudes de prevenção e cuidado devem ser prioritárias. A saúde é um bem precioso e todo o resto pode esperar.

Apoio a garantia da proteção das pessoas em todas as etapas e nesse momento, ainda não temos condições de assegurar uma eleição sem riscos.

Não se brinca com a vida humana. Que Deus nos oriente e nos guarde a fim de termos saúde e paz pra debatermos sobre os avanços que o nosso município precisa e merece.”

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A INDEPENDÊNCIA DA BAHIA EM BAIANÊS

Por Louti Bahia*

Oxe! Colé de mermo? Você fila aula e eu tenho que contar tudo de novo? Mas é niuma. Se ligue que você não sabe da terça-metade. Tá ligado que a Família Real partiu a mil de Portugal pra cá em 1808? Vazou com medo de Napoleão e quando chegou, deu uma de porreta e chamou a gente de Reino Unido.

Ficou todo mundo de boa e a gente comeu essa pilha. Tempo vai, tempo vem, rolou a crocodilagem: D. João VI e a Família Real partiram a mil de volta pra Portugal e ainda queriam que o Brasil voltasse a ser colônia. Aoooooooonde! Quem anda pra trás é caranguejo, mô pai. O povo se retô, pegô ar e o pau comeu.

Aí, D. Pedro I deu o zig na família e disse assim pra Portugal: “Quem vai é o coelho. Diga ao povo que fico!” Pô, véio, D. Pedro brocô. Mas aí, o bicho pegô. Portugal ficou virado no estopô e a gente recebeu a galinha pulano: as tropas de Madeira de Melo armaram uma bocada nas ruas de Salvador e foi aquela muvuca.

Nosso povo lutou, mas ximbou e se lenhou: o exército português tomou a cidade na tora. O povo ficou injuriado e fugiu picado para o Recôncavo junto com nossos soldados. Lá, eles usaram o tutano pra organizar a reação: tiveram uma ideia massa e criaram o Exército Libertador. Tinha poucos soldados e muita gente do povo: pobres, negros libertos, negros escravizados, índios, agricultores, etc. Só tinha uma mulher que se alistou na cocó dizendo que era homem: Maria Quitéria.

Já tinha pra mais de 10 mil pessoas, mas era tudo feito a migué: tinha poucas armas, ninguém sabia lutar, um mangue da porra. E eu falo mesmo que eu não sou baú: o exército de Portugal virado no diabo e a gente ia lutar de badogue e barandão? Aí é barril dobrado. Mas o povo tava na pilha e o couro comeu.

Um barco português chegou em Cachoeira atirando e os baianos renderam eles a bordo de canoas. Ô povo retado! Ô povo virado no estopô. Enquanto isso, em Salvador, o exército português tava bagunçando, mandando e desmandando: uma esculhambação da porra. Foi então que eles invadiram o Convento da Lapa e mataram a Sóror Joana Angélica. Aí fedeu. Aí escancarou tudo. Eles foram fuleiro.

A notícia deixou o povo agoniado e o Exército Libertador decidiu que ia arrodear Salvador. Lá em Itaparica, o povo também deu testa ao exército português e não deixou invadir a ilha. Maria Felipa, uma negra retada, se juntou com mais 40 marisqueiras: elas ficaram de butuca e, na calada da noite, foram chavecar os vigias dos barcos.

Levaram os donzelos pro mato e quando eles acharam que iam fazer ozadia, receberam foi uma surra de cansanção. Arde coma porra! É pior que tomar zunhada. Enquanto os vigias tavam nuzinhos, se coçando e se bulino, as mulheres colocaram fogo em mais de 40 barcos dos portugas. Receba, sinha miséra! Já nas águas da Baía de Todos os Santos e no Rio Paraguaçu, foi João das Botas que lutou contra mais de 40 barcos portugueses com sua “Flotilha Itaparicana” que só tinha barco de pescador. É brincadeira um esparro desse? Mas ele tirou onda e segurou os portugueses.

Até então, a briga era essa: o povo baiano contra Portugal. Mas aí, D. Pedro entrou na dança e mandou reforço. Pra terra, ele contratou o general francês “Labativs” (se falar Labatut, use o “lá ele” porque Labatut tem rima). Ele chegou com mais soldados do resto do Brasil e deu um trato no nosso Exército Libertador. Um tapinha aqui, outro ali, mas tudo continuou meio nas coxas, feito a facão.

Mas como a guerra já era daqui pra li, e como baiano é baiano: se não guenta vara, peça cacetinho. Só tem tu, vai tu mesmo: imagine a paletada de Cachoeira até Salvador. Já para o mar, D. Pedro contratou o Lord Cochrane (mas pode chamar de “Croquete” que é niuma). O cara era escocês e já tinha fama de mau lá nas Europa. Isso já assustou a marinha portuguesa: ponto pra D. Pedro.

O Exército Libertador tinha muita garra mas pouca experiência. Chegou e cercou a cidade mas levou um baculejo daqueles do exército português. Foi na Batalha de Pirajá: os caras bagunharam a gente. Foi barril de mil. Nem dava pra brincar de esconde-esconde ou gritar “um, dois, três, salve todos”. Já era, pai!

Só que o nosso Corneteiro Lopes recebeu uma ordem pra tocar “borimbora” (Tradução: recuar), deu revertério e tocou “se joga” (Tradução: Cavalaria avançar e degolar). Oxe! Aí, esculhambou tudo. O nosso exército sacudiu a poeira e pra se amostrar, deu-lhe uma carreira e passou a porra nos portuga que não entenderam nada. Os portuga vazaram quando ouviram o toque de “se pique” e a galera do mau correndo pra dentro.

Foi o maior migué da história da Bahia, do Brasil e do mundo porque a gente não tinha nem um cavalo pra contar história, que dirá uma cavalaria inteira. Só mesmo baiano pra ganhar uma guerra no grito. Isso né culhuda não, véio: foi assim mermo. O Corneteiro Lopes se armou porque deu certo, mas se desse merda, uzoto ia dizer que foi ideia de jerico.

Com isso, isolamos os portugueses dentro de Salvador e aí deixamos eles sem água e sem comida: não entrava nem geladinho, nem bolinho-de-estudante, nem um real de big big. Aí, quando a esquadra de Lord “Croquete” (Lord Cockrane) chegou e se juntou à flotinha de João das Botas, o sacrista do Madeira de Melo viu que já tava com a moral de jegue, chamou o rebanho de soldado dele na surdina e se picou de madrugada.

Saiu no lixo mas João das Botas foi na cola deles até alto-mar e uns e oto “me disseram” que ele a largou o doce assim, ó: Se plante, vú, seu Madeira! Não se abra não que eu não sou cupim. E nem volte aqui paroano! Na moral, véio, o nosso povo tirou onda: Salvador fiou livre e o Brasil consolidou sua independência.

E quem não lutou com armas, lutou cuidando dos feridos, conseguindo comida para os soldados, doando dinheiro para as batalhas. Eita povo guerreiro! Eita povo boca de zero nove. E aí, painho, foi um arerê nas ruas de Salvador: o Exército Libertador entrou triunfante: todo mundo solto na buraqueira indo cumê água. A rua chega ficou apertada e assim nasceu o desfile do 2 de Julho. Né não é?

Tá rebocado que você não sabia dessa história. Agora, tá ligado porque a tocha vem do Recôncavo, passa por Pirajá e chega na Lapinha, né? Tá ligado porque a festa é do povo, né? E tá ligado porque tem o Caboclo e a Cabocla, né? Ó paí! Não tá ligado não, seu leso. Me faça uma garapa! É porque eles representam a mistura popular que nos deu força pra lutar pela independência. Tá vendo aí? Fiz um texto grande pra apertar sua mente, mas a história é de lenhar, né não?

*(Texto de Louti Bahia autor da página @amoahistoriadesalvador, pesquisador de cidades, especialista em Desenvolvimento Urbano, em Desenvolvimento Regional e em Planejamento Ambiental)

AGENDE AÍ: quinta-feira, 2 de julho 2020, às 17h, vai ter live sobre a Independência da Bahia, com Louti Bahia, no Instagram @amoahistoriadesalvador.

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MINISTRO CELSO DE MELO MANDA PROCESSO DE FLÁVIO (RACHADINHAS) PARA O PLENÁRIO DO SUPREMO

O ministro Celso de Mello enviou para o plenário do STF o processo que busca anular o julgamento do TJRJ que concedeu foro privilegiado ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). A decisão proferida na semana passada tirou o caso das ‘rachadinhas’ das mãos do juiz Flávio Itabaiana, da 24ª Vara Criminal, responsável pelo processo que mira o filho do presidente e o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz.

No despacho, o decano adota o rito abreviado da Corte e abre espaço de dez dias para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro enviar informações sobre o caso. A solicitação ocorre porque a Rede questiona trecho da Constituição estadual do Rio que prevê foro privilegiado perante o TJRJ a deputados estaduais. O tribunal fluminense também poderá encaminhar informações sobre o julgamento que beneficiou Flávio, se quiser. (Estadão)

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BOLSONARO É CONTRA PROJETO DE FAKE NEWS E AMEAÇA VETAR CASO PASSE PELA CÂMARA

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse a apoiadores na manhã desta quarta-feira (1º) que há possibilidade de vetar o projeto de lei sobre fake news aprovado na terça (30) pelo senado . O texto ainda precisa passar pela Câmara antes de seguir para a avaliação do presidente da República.

“Acho que, na Câmara, vai ser difícil aprovar. Agora, se for [aprovado], cabe a nós ainda a possibilidade do veto. Acho que não vai vingar este projeto não”, disse o presidente a simpatizantes na área interna do Palácio da Alvorada. A declaração foi transmitida em vídeo por um de seus apoiadores.

Em uma derrota para o governo, o Senado aprovou nesta terça-feira o projeto por 44 votos a 32. Houve duas abstenções. Agora, a proposta seguiu para a Câmara dos Deputados. Se for aprovado sem alterações, vai para sanção ou veto de Bolsonaro. O governo orientou seus aliados pelo voto contrário.

“Falei com o senador que votou favorável, ele falou que como estava na [sessão] virtual, se equivocou. Assim deve ter acontecido com outros”, disse Bolsonaro. (Folha)

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RICARDO MOURA DIZ QUE NUNCA FIZERAM INFRA-ESTRURA NAS RUAS DE VALENÇA E LEMBRA QUE SEU PAI FOI SECRETÁRIO DE OBRAS POR QUATRO GESTÕES NO MUNICÍPIO

Quem ouviu o pronunciamento do prefeito Ricardo Moura ontem (30) no rádio, pode ter ficado indignado com suas falas. Ricardo só fez comentário sobre a Covid-19 depois que foi lembrado pela apresentadora do Programa Ligação Direta, Pretta Passos, quando a mesma perguntou ‘sobre o Hospital de Campanha que foi inaugurado no último sábado (26)’, ele disse que estava funcionando e já teria atendido alguns pacientes por lá. Só e mais nada, sequer fez um afago aos familiares que perdeu seus entes queridos.

Impressionante como um ser humano não consegue se desgarrar da demagogia e ao menos tentar fazer um pronunciamento de forma branda, para que possamos, talvez, acreditar.

Ricardo fala com jeito de bravateiro, coisa que aprendeu na escola, lá na época do ginásio, mas nunca se desgarra desses chavões bobos, de menino criado com dengo, desses garotos que se sentavam em frente à televisão pra jogar vídeo game com um pacote de fandangos do lado e só largava quando era forçado a ir pra escola. Ele pensa que isso convence.

Depois de anunciar algumas obras (que deveriam ser feitas há muito tempo no seu governo), de ter remoído sobre ruas que calçou e prometer calçar mais algumas ruas na cidade, ele nos deixa transparecer que não está nem aí para a pandemia do coronavírus na cidade.

Sequer ouvimos de sua boca, um afago, uma solidariedade a um parente de alguém com Covid-19 ou que tenha ido a óbito.

Depois de falar usando seu sotaque carioca (adquirido após conviver com um parente que teria ido ao Rio e voltou falando desse jeito) e fazer lamentações das denúnicas do vereador Reginaldo Araújo, que inclusive mostrou provas, mas a prefeitura não consegue convencer a ninguém com suas argumentações (inclusive se Reginaldo Araújo tivesse mentindo, eles teriam entrando com um processo), ele voltou a falar do passado e dessa vez lembrou que seu pai foi responsável por várias obras na cidade.

Vejam bem: Ricardo fala em alto e bom som que em sua gestão ele conseguiu calçar 13 ruas na Bolívia e todas essas ruas foram feitas com toda infra-estrutura, rede de esgoto e pluvial, inclusive com um detalhe a mais, todas as ruas tiveram os passeios das casas feitos juntamente com a obra (dizem que o passeio é de direito do morador). Recebeu o bumerangue de volta quando afirma que desde criança ia a inaugurações de ruas na cidade, levado pelo seu pai, Renato Moura (in memoria), que teria sido secretário em várias gestões no município.

Ricardo diz que nunca nenhuma rua inaugurada em Valença teve esse diferencial, de ser construída com toda infra-estrutura e pela primeira vez aconteceu. Agora pasmem, Ricardo disse que por três ou quatro gestões em Valença o Secretário de Infra-Estrutura teria sido o seu pai.

Eu ainda alcancei quando ele (Renato Moura) chegou a ser Secretário de Agenildo Ramalho. Falou a verdade!

Dizem que passarinho que canta demais caga no ninho.

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