Por Wolf Moitinho
Temos que convir: a nossa cidade hoje está bem melhor no que diz respeito à poluição sonora. Evidente que foi uma conquista do povo valenciano promovida pelo Ministério Público Estadual, através do digníssimo promotor Thiago de Almeida Quadro, junto ao Comandante da Polícia Militar, Major Paulo Salustiano de Souza e Coordenadoria da Polícia Civil representada pela Delegada Glória Ramos, e da secretária do Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Valença. .
A cidade está mais silenciosa. Já não temos de suportar festas particulares voltadas para lucros exorbitantes de seus promotores, em detrimento do sono sagrado dos idosos, das crianças, doentes, dos trabalhadores.
É de bom alvitre salientar, mais uma vez, que esta tranqüilidade foi conquistada pelos órgãos acima descritos e se dá desde o mês de outubro do ano passado.
Mas, infelizmente, parece que o nosso sonho está acabando ou vai acabar. Já estão previstas duas festas: ambas no início do mês de março, sendo uma no Bar Tradição e a outra na AABB. As duas têm por finalidade a lucratividade dos “artistas” (os promotores de eventos e os donos de bandas) a título de “Festival de Valença” ou coisa semelhante. Não bastassem os donos de veículos particulares que insistem em desobedecer à ordem pública, circulando pela cidade com as suas “bocas de alto falantes” vomitando sons acima dos decibéis permitidos.
Somos a favor que os empresários tenham os seus lucros com a promoção de eventos, mas tratem de criar ambientes com tratamento sonoro para não prejudicar o sono sagrado dos moradores vizinhos do local dos eventos. Da mesma forma, aqueles que possuem seus veículos com sons potentes que respeitem os ditames da lei não ultrapassando os decibéis permitidos.
Temos conhecimento que também Salvador a fiscalização está rígida, apreendem sons e veículos, além de multar os infratores.
Jornal A Tarde de ontem também informa que o Ministério Público de Santo Antônio de Jesus lançou uma campanha denominada “Tolerância Zero” que visa combater a poluição sonora. O promotor Julimar Barreto reuniu-se com as Polícias Militar e Civil e órgão de controle do município para combater “efetivamente” à poluição sonora e em declaração ao jornal disse: “A finalidade é regulamentar e punir os que causam a perturbação do sossego e poluição sonora em qualquer hora do dia. É uma contravenção penal. Os punidos vão responder a procedimento criminal e poderão ser multados”.
Nunca é demais lembrarmos Vladimir Maiakóvski quando dizia: “Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim e não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, Já não podemos dizer nada”.
É a política no Baixo Sul do Estado da Bahia.
Realmente não tem dono. Tem colonizadores. Povo valenciano não manda em nada rs.
janeiro 9, 2026 às 4:28 pm Excelente texto! Mas, tem babacas que não entendem o que é soberania ou não…
Excelente texto! Mas, tem babacas que não entendem o que é soberania ou não querem entender! Esses imbecis são os…
Reflexão pertinente sobre um tema cada vez mais presente. Os avanços tecnológicos pedem análise cuidadosa, responsabilidade e diálogo.