Autor: pelegrini

Câmara aprova criação do “Parlamento Jovem” de Cairu

Vereador Wesley Magno lidera iniciativa que promete transformar o cenário político de Cairu

No intuito de promover a participação ativa dos jovens na vida política local, o vereador Wesley Magno apresentou e viu ser aprovado em primeira votação o projeto “Parlamento Jovem” na Câmara Municipal de Cairu.

A proposta busca criar um ambiente propício para o desenvolvimento da cidadania entre os estudantes, aproximando-os da política e fomentando o interesse na participação democrática.

O Parlamento Jovem é uma iniciativa inovadora que visa realizar uma sessão anual na Câmara Municipal de Cairu, onde os jovens estudantes de toda a região assumem o papel de vereadores por um dia.

Nesse evento, os vereadores titulares cedem seus lugares aos jovens, proporcionando-lhes a oportunidade de dirigir os trabalhos, apresentar propostas e discutir ideias para melhorar as condições de vida no município.

Os interessados em participar do Parlamento Jovem devem se inscrever perante a direção de suas escolas, seguindo os critérios estabelecidos no Regimento Interno do projeto.

Esta etapa visa garantir que os jovens envolvidos estejam comprometidos com os princípios do projeto e estejam preparados para contribuir de maneira construtiva.

“Este projeto representa um passo significativo para a formação cidadã de nossos jovens. Acredito que ao proporcionar esse espaço na Câmara Municipal, estamos não apenas aproximando os estudantes da política, mas também instigando o surgimento de futuros líderes.

Queremos que os jovens se sintam parte ativa do processo democrático e percebam que suas vozes têm o poder de moldar o futuro de Cairu.

Estou entusiasmado com o impacto positivo que o Parlamento Jovem pode ter em nossa comunidade”, afirmou Wesley.

Com o Parlamento Jovem, a Câmara Municipal demonstra seu compromisso com a promoção da participação democrática desde a juventude, sinalizando um futuro mais engajado e consciente para Cairu.

Agora, o projeto aguarda novas etapas de aprovação para que, em breve, os jovens possam exercer seu papel ativo na construção do destino político da cidade.

ANIVERSÁRIO DE VALENÇA MOTIVA DEBATE NECESSÁRIO SOBRE SUA HISTÓRIA

Por *Rosângela Figueiredo

Uma contribuição para o debate sobre a história de Valença foi um relevante fruto colhido na repercussão gerada por trechos do meu livro “ORIGENS E RAÍZES – Valença da Bahia”, e publicados em cards da Prefeitura no último dia 10/11. Além de enriquecer nosso trabalho, a discussão atual é necessária e joga luz sobre os hiatos da nossa história.

Não sou historiadora e não tive (nem tenho) a pretensão de me aprofundar na pesquisa acadêmica em História. Sei que há trabalhos acadêmicos robustos sobre o trabalho escravo em Valença e arredores a partir do século XIX. Mas esses não englobam os séculos XVI a XVIII.

O trabalho escravo por aqui se inicia com o aprisionamento dos índios, submetendo-os à escravização no início do período colonial. Mas os índios resistiram a esse processo, reagindo, atacando as feitorias e impedindo o avanço dos colonos.

Daí, ao se iniciar o ciclo açucareiro no final do século XVI, houve em Valença e Cairu a instalação de alguns engenhos que se utilizaram de trabalho escravo por negros africanos. Mas, em meados da década de 1670, o plantio da cana-de-açucar foi proibido pelo então governador Antônio Furtado, o que resultou no fechamento dos engenhos. (RISÉRIO 2003), por pressão dos donos de engenhos do Recôncavo, que queriam ver atendidas suas necessidades de fornecimento da farinha e pescados por esta região.

Com o fechamento dos engenhos, os poucos negros remanescentes foram remanejados para os cultivos de subsistência e trabalhos domésticos. Enquanto isso, Stuart Shwarz, no livro Escravos, Roceiros, Rebeldes, relata que esta região era rota de escravos, fugindo das fazendas do Recôncavo, ou vindos pelo tráfico ilegal, fazendo com que a região concentrasse a maior quantidade de “mocambos” da Bahia.

Portanto, negros escravizados estiveram aqui entre o final do século XVI e até meados do XVII, nos poucos engenhos existentes. Após isso, estiveram isolados, como formas de resistência e sobrevivência nos mocambos. Nessa situação, pouco interferiram na miscigenação e na cultura local, até a primeira metade do século XIX. E vieram mais maciçamente após a Abolicão da Escravatura, em 1888, quando, então, passam a contribuir de forma predominante e riquissima para a cultura afro-brasileira, como tem sido até hoje.

Além de também escravizados, os índios praticamente desaparecem da história em meados do século XXIII. Demonstrei essa invisibilidade no meu livro para chamar atenção a um racismo estrutural tão cruel quanto o sofrido pelos negros, senão pior, dado o seu apagamento histórico oficial.

Assim, agradeço à professora Silvana Andrade e a todos os que se dedicam a trabalhos acadêmicos como historiadores. São contribuições valiosas para o despertamento de nossa memória histórico-cultural, tão desconhecida pelas gerações atuais. As comunidades tradicionais como os caiçaras e os quilombolas são exemplo disso.

Sempre penso que não se pode amar o que se ignora. Como memorialista, transitei entre a história e a literatura, impregnada da sensação de que o que nos é familiar, de tão familiar, nos é desconhecido. Creio que dei a minha contribuição da melhor forma que pude. Suscitar o debate é, no mínimo, despertar nossa memória identitária tão desconhecida – nossas origens e raízes.

Sobre a autora:

*Rosângela Góes de Queiroz Figueiredo é professora da Rede Estadual de Ensino da Bahia, graduada em Letras e especialista em Avaliação. Escritora, membro da Academia de Letras do Recôncavo-ALER, e da Academia de Educação, Letras e Artes de Valença-AVELA. Estudiosa da história de Valença, em 2019, escreveu o livro “Origens e Raízes: Valença da Bahia”, ainda não publicado, mas já com registro expedido pela Diretoria Executiva dos Direitos Autorais da Fundação Biblioteca Nacional.

VALENÇA SERÁ REPRESENTADA NA 4ª CONFERÊNCIA DA JUVENTUDE EM SALVADOR

Depois de 7 anos sem realizar conferências, desde o golpe de Michel Temer e o mandato de Bolsonaro, este ano já aconteceu diversas conferências de vários seguimentos da sociedade: mulheres; povos indígenas; saúde; criança e adolescente; assistência social; cultura, e claro que, não poderia faltar, a juventude.

A conferência é um equipamento que os governos usam para ouvir a população sobre os principais problemas e a necessidade, daí, implementar as políticas públicas .

Em Valenca a etapa municipal aconteceu no dia 29 de agosto no IFBA e elegeu 8 delegados para representar na etapa estadual.

Na etapa estadual eles terão 3 dias, 13, 14 e 15 de novembro para defender as propostas que foram ouvidas aqui pelos jovens que participaram. E ainda irão “brigar” por vagas na etapa Nacional em Brasília.

Para o ex-vereador Tacio Lima, que também foi eleito delegado para a conferencia é fundamental esses espaços para que os jovens que forem juntos possam ter suas vozes ouvidas, “precisamos mostrar a nossa demanda para o poder público e lutar pelos direitos do lazer e cultura, da saúde, de mais acesso a educação profissionalizante, do fomento e ao empreendedorismo juvenil”, disse Lima.

Os delegados de Valença se juntarão a outros delegados de toda a Bahia para um amplo debate organizado em torno dos eixos de Direito à Cidadania, à participação social e Política e a Representação Juvenil; direito à educação; à profissionalização, ao trabalho e à renda; à diversidade e à igualdade; à saúde; à cultura; à comunicação e à liberdade de expressão; ao desporto e ao lazer; ao território e à mobilidade; à sustentabilidade e ao meio ambiente; à segurança pública e ao acesso à justiça e Sistema Nacional de Juventude

Os delegados de Valença são: Bruno Silva dos Santos, Maiza Araújo Alexandrina, Silvio Olegário da Silva Neto, Carlos Alberto Santos de Oliveira, Tacio Lima da Silva, Jeferson Nery Dos Santos, Pâmela Bonfim dos Santos, Kaun França.

A FAMÍLIA CAXUTÉ NOS VISITOU

Mãe Bárbara e sua prole, neto, nora e filho

Hoje recebi essa honrosa família em nossa sorveteria, a Família Caxuté, Mãe Bárbara, Tatá Luangomina sua esposa e o filho, que vieram degustar de nossos sorvetes.

É sempre bom conversar com essa família que nos honra com suas tradições. Mãe Bárbara é a fundadora do Terreiro Caxuté que fica no Distrito de Cajaíba e conserva as tradições do Candomblé Bantu.

Mestre Tatá Luangomina, seu filho biológico, um jovem inteligente que nos orgulha por seus ativismos favorável às causas sociais, é professor e Mestre em Ciências Sociais; Cultura e Desigualdade.

Prefeitura de Valença comemora com ato cívico e missa festiva dos 174 anos de emancipação política do município

Nesta sexta-feira, 10 de novembro, Valença acordou em clima de festa, comemorando seus 174 anos de emancipação política. Para marcar a ocasião, a Prefeitura de Valença participou da missa festiva, seguida por um ato cívico em homenagem ao município, na igreja de Nossa Senhora do Amparo.

A celebração contou com a presença do prefeito Jairo Baptista, membros da Guarda Civil Municipal, a Tenente Coronel Ana Isabel representando o Corpo de Bombeiros, secretários municipais, a Filarmônica 24 de Outubro, a Guarda Mirim Municipal, estudantes das escolas militares e todos os apaixonados por Valença.

O prefeito Jairo Baptista realizou o hasteamento das bandeiras e expressou sua felicidade e gratidão pela presença de todos. Ele compartilhou que, em uma reunião recente com o Governador Jerônimo Rodrigues, muitas boas notícias foram conquistadas para o município. O prefeito enfatizou que este é o melhor presente que Valença e os valencianos poderiam receber, e que o município está avançando em ‘passos largos’ em direção ao desenvolvimento.

Aos 174 anos, Valença se destaca por uma história singular, repleta de cultura, ancestralidade e tradições. Neste ano, a celebração ocorreu com o olhar voltado para o futuro, envolvendo otimismo e expectativas promissoras, impulsionados pelo trabalho constante da gestão municipal.

HILTON DISSE QUE CHEGOU A VEZ DELE E QUE VAI ATÉ O FIM DA SUA CAMPANHA PARA PREFEITO

Uma pausa para tomar um sorvetinho com o amigo Hilton Couceiros

Ontem o empresário e pré-candidato a prefeito de Valença, Hilton Couceiros de Matos, esteve em nossa sorveteria para tomar um sorvetinho e batermos um papo, falando sobre sua campanha.

Hilton disse que está tendo muita surpresa quando visita a zona rural, “pessoas que conheceram meu pai, minha mãe, Dona Dadá, todos lembraram de mim e disseram que vão estar juntos comigo”, disse.

O pré-candidato falou também que muita gente pensa que ele vai desistir da sua candidatura mais à frente, e apoiar outro candidato.

Hilton já disse: “não pensem que será como das outras vezes que eu só apoiei as pessoas, sempre gastei com política para eleger os outros, desta vez não abro mão da minha candidatura.

Agora eu vou apostar em mim, se alguém quiser desistir e vir me apoiar estarei de braços abertos, mas não esperem pela minha desistência, porque eu vou até o fim.

O EMPRESÁRIO HILTON COUCEIROS DE MATOS CELEBRA COM ORGULHO OS 174 ANOS DE VALENÇA

“Em meio às ruas que respiram memórias e aos séculos de uma rica história, celebramos com orgulho os 174 anos de Valença. A cidade é um testemunho vivo da resiliência, cultura e progresso. Brindemos aos muitos capítulos que moldaram nossa amada Valença e aos muitos mais que estão por vir.

Parabéns, Valença, do seu amigo de sempre, Hilton Couceiros!”

PARABÉNS VALENÇA POR SEUS 174 ANOS!

Hoje, Valença celebra um ciclo de crescimento, de superação e de prosperidade.

Mais um ano, onde aprendemos juntos que:

Ser daqui, é percorrer estradas que nos conectam ao mundo. É ser inclusão que nos une como comunidade.

Viver aqui, é compartilhar lugares que respiram vida, numa cidade que pulsa com energia.

Ter orgulho daqui, é valorizar nossa história, enquanto abrimos espaço para o novo.

Hoje, celebramos não apenas um aniversário, mas um compromisso contínuo de fazer mais por cada valenciano. Por uma Valença ainda mais forte.

Nós investimos no futuro, no sorriso das crianças, na saúde de todos e no orgulho de ser valenciano porque somos, vivemos e temos orgulho de ser.

Valença 174 anos

Prefeitura de Valença

A Capital do Baixo Sul