Autor: pelegrini

LOJAS AMERICANAS EM VALENÇA

Novembro 2013 213 Passei hoje no centro da cidade e vi que a Lojas Americanas de Valença está pronta, só não sei que dia inaugura, mas já está toda montada. Que bom, mais divisas para nossa cidade, mais empregos para nosso jovens.

Lojas Americanas é uma empresa brasileira do segmento de varejo fundada em 1929. Atualmente, a empresa conta com mais de 465 estabelecimentos de vendas em praticamente todos estados brasileiros.

A Associação Comercial e Industrial de Cairu será fundada nesta terça (19)

Acontece, nesta terça (19/11), no Convento de Santo Antônio em Cairu, das 08h às 17h, a Assembleia Geral de Fundação da Associação Comercial e Industrial de Cairu (ACIC).

A ACIC surge com a missão de representar o segmento empresarial, desenvolver a cultura da cooperação, além de articular parceiros e implementar projetos voltados para o fortalecimento empresarial e o desenvolvimento sustentável do município de Cairu.

Todos os empresários e industriais interessados em se filiarem a ACIC devem comparecer à assembleia munidos de contrato social, CNPJ, carteira de identidade e CPF. A aprovação do Estatuto Social da entidade, bem como a eleição e posse do primeiro Conselho Deliberativo, Diretoria e Conselho Fiscal, acontecerão na mesma oportunidade.

Assessoria de Imprensa ACIC

COBRAR E DAR CARTEIRADA TODO MUNDO SABE, AGORA, CONSERTAR OS ERROS…

Novembro 2013 211Moradores da Vila Operária colocaram placa dentro do buraco para chamarem a atenção do SAAE que só sabe cobrar dando carteirada, mas não sabe pagar

Muitas vezes as pessoas pensam que quando a gente comenta sobre alguma coisa errada na cidade dizem que a gente fala por perseguição por ser sacana, por inveja e outras coisas mais.

Hoje liguei para um órgão do Governo, o SISVAN, onde pedi algumas informações e o cidadão me surpreendeu com o seu atendimento cortês, inclusive me ensinou coisas que eu não sabia. Mas não é todo órgão estatal que é assim. Aqui em Valença, por exemplo, além do mal atendimento do comércio, que como exemplo cito o dia em que sai para comprar um mini system e voltei com o dinheiro no bolso, porque entrei em quase todas as lojas: Guaibim, Insinuante, GBarbosa, Ricardo Eletro, etc., e não teve um vendedor que me atendesse. Eu também não procurei ninguém, voltei pra casa e fiz minha compra pela internet, tem ainda o péssimo atendimento dos órgãos públicos locais, assim como o SAAE que recentemente veio fazer o corte de minha água, o funcionário me avisou que iria suspender o fornecimento de água, pois havia dois recibos atrasados, pedi a ele que não fizesse isso por enquanto que eu iria mandar pagar a conta, ele disse que tudo bem, mas que passaria por volta das onze horas para ver o recibo pago, pedi que ele passasse mais tarde um pouco, por volta de meio dia e ele me disse de novo que iria passar às onze e se não tivesse pago que ele cortaria a água. Deixei minhas obrigações e fui à fila de um agente bancário pagar a água. Já pensou ficar sem água para tomar banho e dar descarga? Afinal de contas a água do SAAE só serve para esse fim.

Não sei em que livro de boas maneiras essas pessoas se debruçam para ter esse tipo de comportamento. Sentem-se semideuses quando estão de posse de um alicate, serrote e lacre para cortar a água de um cidadão. Deveriam ser ágeis também na hora de consertar os buracos que eles mesmos provocam e que causam transtornos à população e virando assim motivos de chacota. Nessas horas sentimos falta de Viviane que saia às ruas da cidade calçada de botas, procurando ver como andava a cidade e fazendo valer sua função.

Comunidade do Gereba agradece ao vereador Adailton Francisco pelo projeto Água para Todos

CERB 1 No último domingo (17), a comunidade do Gereaba, realizou a inauguração do Projeto água Para Todos, que beneficiará 80 famílias de agricultores, igrejas, posto medico e a escola da associação AMEPPRU.

A obra foi realizada pela CERB e teve o apoio da deputada Estadual Neusa Cadore do PT. Nos próximos dias, serão inauguradas as obras das comunidades de João de Simão e Barnabé no município de Valença.

A comunidade do Gereba, através da Associação AMEPPRU, homenageou a deputada e o vereador Adailton Francisco com uma placa, agradecendo pelo apoio e empenho na busca do projeto. Segundo a presidente da associação a senhora Maria do Carmo, foi a realização de um sonho poder participar de um momento tão importante para a comunidade e resolver um problema sério da escola e do posto de saúde, que não tinham água nas torneiras, sendo motivo inclusive de alguns problemas entre funcionários da escola e moradores no fornecimento de água, em seguida, a presidente destacou o apoio da deputada Neusa, do vereador Adailton e da comunidade para que o projeto fosse realizado.

Assessoria do vereador Adailton Francisco

FERIADO VOLTA A ANIMAR COMERCIANTES DE VALENÇA

Fim de semana movimentado no comércio e muitos comerciantes comemorando as vendas do feriadão. Quem pensou que o feriado da sexta-feira iria atrapalhar, enganou-se, pois conversei com muitos empresários da cidade e todos me disseram que o movimento no comércio foi muito bom. É verdade que o Festival de Verão do Morro de São Paulo puxou muita gente pra lá, mas como o local ficou lotado, muitos iam e voltavam, sempre pra Valença ou Guaibim. Outro local que também teve seu fim de semana super movimentado, no Guaibim, muitas barracas cheias, carros estacionados em toda a orla, muitos ônibus e gente por todo o lado.

Aqui no centro os barzinhos, restaurantes, lanchonetes e estacionametos nem se fala, outra maravilha. Que bom poder comemorar. Valença voltou ao seu novo clima, muitos turistas estrangeiros e do próprio país passeando no centro e nas praças da cidade. Glória a Deus!

UMA BOA MISTURA

Novembro 2013 191Um momento bom de se apreciar, uma mesa composta de romenos, italianos e brasileiros. Pensam que não se entendem? Enganam-se! O nosso poeta Vidal leu seus poemas para os amigos e eles aplaudiram-no, antes uma ressalva dos estrangeiros: “recite pausadamente”, sim para melhor compreensão. Com isso o bate-papo foi até a meia noite regado a caipirinha especial do Pelegrini, lima limão e pinga.

TOMAR CAFÉ EM MARIA DO MINGAU É ÓTIMA OPÇÃO

maria do mingau IIUma das boas opções para degustar um café bem ao estilo nordestino aqui em Valença é ir a Maria do Mingau, alí na Avenida ACM em frente ao terminal do Jacaré. Fui hoje cedo por lá com Marivan e comi esse aipim delicioso com carne de sol, servido com uma manteiguinha e acompanhado de um suco de laranja integral. Tem outras opções por lá, assim como aipim com mantinha, café com leite, sanduiches, mingaus de vários sabores. Local simples e limpinho, atendimento excelente do garçon, além do sorriso simpático da filha de Maria do Mingau. Tudo muito bom por lá! Quem não conhece deve conhecer, vale a pena.

(Des) Amparo 2013: O Milagre da Divisão da Cidade

*Ricardo Vidal

A festa em louvor a Nossa Senhora do Amparo, realizada em 2013 na cidade de Valença, entrou para história. Não pela sua tradicional alegria e clima de união que sempre a caracterizou. Entrou pelo motivo inverso – como a festa da discórdia e da desunião, gerada pela intransigência do pároco e da omissão da prefeitura. E o celeuma causado por essa polêmica pode causar a decadência de um dos maiores marcos identitários e culturais de Valença.

Quiseram forjar a celeuma em cima da (falta de) segurança causada pelas vendas de bebidas em barracas e da desorganização dos vendedores ambulantes para se justificar uma atitude equivocada. Ora, ninguém é imbecil de ser contra a segurança e organização dos ambulantes para que a Festa do Amparo brilhe. Quem ama essa cidade e luta para sua grandeza quer isso. O cerne da questão, no entanto, é outro – cousa que o Sr. Padre Josival Lemos pareceu se recusar a compreender e a prefeita não teve a devida sensibilidade para contemporizar.

Querendo ou não algumas correntes (retrógradas) da Sancta Madre Igreja Católica Apostólica, a festa do Amparo seguiu os rumos normais as grandes festas populares: deixou de ser uma mera missa solene para se tornar num patrimônio cultural e marco identitário para Valença. Surgida a mais de cem anos, animada e alimentada pelo povo valenciano (operários, marítimos e magarefes) e com tradições sedimentadas por décadas e décadas de história, a festa do Amparo ganhou uma grandeza que transcende a sua condição de mero “evento religioso” (como pretende os pretensos “verdadeiros” católicos). A festa é um momento ímpar de confraternização e orgulho para o cidadão valenciano. Para os valencianos que emigraram, esse pode ser o momento de visitar a cidade (e rever os amigos e parentes que cá ficaram). Quem não pode vim, alegra-se em ver as fotos pelas redes sociais. Para os católicos mais desgarrados, é o momento de ir para igreja. E por que não dizer, também é a melhor ocasião para que as pessoas mais humildes possam ganhar seu sustento, com o comércio que NATURALMENTE aflora em torno dos eventos religiosos. Êxtase religioso e alegria sincera caracterizam a festa, que é rica com suas tradições – como as barraquinhas com petiscos (maçã-do-amor, batata-frita, cachorro-quente, etc.) e com lembrancinhas. E isso não nenhuma “degeneração”! Pelo contrário, coisas similares aconteceram em Bom Jesus da Lapa, com a Festa do Bonfim em Salvador e com o “Ano Santo Xacobeo” em louvor ao apóstolo Santiago Maior na cidade galega de Compostella. E lá as pessoas souberam aproveitar essa co-existência de sagrado e profano não só para cimentar a identidade cultural da cidade como para auferir lucros com o turismo. (para mais informações, ver o texto no seguinte link: https://pelegrini.org/politica/24819)

Claro, para um evento dessa magnitude, é natural, imperioso até que se procure disciplinar e garantir sua segurança. È forçoso repetir que ninguém é favor da desordem dentro da festa, pelo contrário! Isso é um anseio de toda comunidade valenciana – até dos não católicos que respeitam e/ou também frequentam da festa. O motivo de tantas críticas está NA FORMA como isso foi gerido nesse de 2013. Infelizmente, em lugar de se tentar uma solução consensual e pactuada, o que ocorreu foi este festival de intransigência e soberba. A postura que o padre-secretário (através da comissão organizadora) teve foi muita diferente do que se espera de verdadeiro sacerdote de Jesus Cristo. Em lugar de respeitar as tradições centenárias da cultura popular e atuar como elemento de concórdia e harmonia, ele simplesmente quis sequestrar a festa e tratá-la como se fosse uma invenção pessoal dele.

Os dois argumentos centrais que justificavam a proposta “oficial” da igreja eram como se TODAS AS BARRACAS que se estabelecidas durante a festa SÓ VENDESSEM BEBIDAS ALCOÓLICAS, o que provocavam o clima de insegurança e que elas atrapalhavam o tráfego. Sobre o segundo argumento, bastava que a igreja e a prefeitura organizassem áreas pré-determinadas e fiscalizassem. Quanto ao primeiro, há de considerar é uma meia verdade. A maioria das barracas que s estabelecem lá costuma vender petiscos e lanches. E para o caso das que vendessem bebidas, que se pactuasse a venda – ou limitando à bebidas em latas e criando um cinturão de lei seca. Em todo caso, se preservasse a tradição, afinal é a maçã-do-amor e não a bebida que caracteriza a festa do Amparo. Que se permitisse que as pessoas pudessem ganhar seu dinheiro honestamente, vendendo as bolas de plásticos para as crianças e lanches para os demais frequentadores. Que a festa continue a ter suas luzes e aromas para alegrar aquele que se sobe a colina para louvar Nossa Senhora. Isso que todos querem!

Só que não foi a postura do padre. Como se só tivesse lido o evangelho de Maquiavel e o breviário do Cardeal Mazarino no seminário, aproveitou-se da condição mundana de secretário para querer impor seus caprichos. E como discípulo de Goebbels, usou do altar para semear o pecado capital da ira contra seus críticos, acusando-o com a falácia de que só querem a bebida. Pobre padre… Tivesse aprendido melhor as lições de Lucas 18,9-14 e de João 4, 1-15; e lido com calma as críticas, veria que a maioria de seus críticos é de pessoas honradas, esclarecidas e devotas que não estavam satisfeitas com a radicalidade das medidas impostas. O que muitos queriam é uma festa viva, com a alegria de louvar Nossa Senhora e depois comer sossegadamente sua maçã do amor, como sempre se fez! O que muitos advogados, professores, engenheiros, intelectuais (que criticaram as decisões do Sr. Josival Lemos) desejavam é uma festa popular, não uma missa segregacionista para poucos fundamentalistas! Lamenta-se que num altar de onde os padres Lino Trezzi e Edegar Silva proferiram tantas perolas de sabedorias em suas homilias degenerou-se no palco de pregação de um Jihad inclemente contra as pessoas… que apenas queriam o bem da festa, mas discordaram do que se considerou um equívoco do padre! Se não houve humildade e bom senso por parte do Altar, que a Prefeitura, no momento que foi acionada, tivesse o equilíbrio laico de preservar as nossas tradições. Infelizmente, na minha humilde opinião, pouco contemporizou para chancelar (na prática) os descalabros do padre. Antes, quase lembrou a postura de um certo procurador romano na Judéia, quando teve que escolher entre libertar um inocente e Barrabás…

O resultado foi uma festa fraca, triste e uma cidade dividida. Muitas pessoas que costumavam ir às novenas e na festa se sentiram desmotivadas a comparecer (eu mesmo não me senti desanimado a participar da festa e minha tristeza maior foi minha mãe depois que o melhor era eu não ter ido para lá, pois teria passado raiva). E pelos comentários nas redes sociais, a festa estava longe de ter o brilho dos outros anos. Já não era mais a festa que reunia a cidade. Já não era mais a festa onde se pregava a harmonia e união pela fé. Já não era mais a festa de todo o povo valenciano. Já não havia mais o clima de acolhimento para qualquer pessoa que quisesse comungar. Era uma missa elitizada para os auto-proclamados “verdadeiros católicos”, muito diferente que se via nos outros anos. Talvez, por ter se tornado uma festa vazia, houve a alegada “tranqüilidade” – afinal, não havia realmente um povo lá, apenas a “turma” que concordava com o pároco. E pela primeira vez, a festa do Amparo se tornou motivo de discórdia e divisão na cidade. E mais, não estranharei que se continuar assim, a igreja venha perder fiéis, insatisfeitos com atitudes extremadas e fundamentalistas de um sacerdote(?) que deveria pregar a harmonia e a união. E pergunto: é isso que quer Santa Madre Igreja Católica quer?

Pois bem, a festa do Amparo de 2013 acabou (não obstante a polêmica continue, com mais pessoas criticando a festa do que elogiando). Rogo que Nossa Senhora do Amparo ilumine a próxima comissão organizadora e que o padre tenha a humildade de refletir sobre as críticas feitas (embora eu não acredite muito quanto a esse último ponto…) para que na próxima festa se chegue a um consenso em que se garanta não só a tradição e a beleza da festa como a segurança e a organização da festa. Espero que a prefeita ouça mais o povo e menos o seu secretário de educação (que deveria ler o Sermão da Sexagésima), para que se garanta uma festa popular e que continue sendo um motivo de orgulho e união da cidade. Caso contrário, persistindo a intransigência e o capricho de um padre (que segundo as hodiernas práticas, não costumam se eternizar em uma paróquia), corremos o sério risco de que a festa do Amparo  perca seu caráter de festa que una os corações valencianos para ser uma lembrança do passado, uma missa morta e invisível.

*Escritor e Professor valenciano de nascimento e que ama apaixonadamente essa terra,

Especialista em Estudos Lingüísticos e Literários pela UFBA.