Do perfil de Raell Costa no Facebook
Fiscalizando os “fiscalizadores”, digo vereadores, encontrei uma proposta interessante: o Projeto de Lei n. 27/2013 – propõe a redução do número de vagas na Câmara Municipal para o próximo pleito eleitoral.
A justificativa do autor é “gerar economia aos cofres públicos, sendo que o dinheiro poderia ser aplicado em outros setores” (setores beneficiados: financiadores eleitorais, empreiteiras, apadrinhados e clientes).
A proposta do vereador Benvindo, seria interessante se:
I – além de reduzir o número de vagas, reduzisse também o salário dos vereadores (cerca de R$ 8.000,00);
II – levasse em conta que, existe uma previsão do aumento do repasse do FPM para o município, já no período que ele defende a redução (2017-2020);
III – levasse em conta que, com o aumento do repasse supracitado a Câmara receberá um repasse maior do Executivo Municipal (a prefeitura é obrigada a repassar 8% do orçamento do município);
IV – analisasse a PEC dos Vereadores que autoriza o número de vagas para até 17 em municípios entre 80 e 120mil habitantes, aumentando, desta forma a representatividade;
V – tivesse a sensibilidade de perceber que, se o povo brasileiro foi às ruas, em junho passado, não foi para diminuir sua representatividade e, sim, aumentá-la.
VI – no corpo do projeto obrigasse que "as sobras" dos gastos com a Câmara, seriam devolvidas ao Município.
Estamos questionando os gastos públicos desnecessários, as inúmeras denúncias de corrupção, superfaturamento, uso indevido do dinheiro público, etc e, não nosso acesso representativo às Casas e Palácios do povo. Queremos uma cidade justa, honesta e democrática e acessível.
Percebe-se que, o autor do projeto não levou em consideração as previsões futuras para o município nem levou em consideração a inteligência do povo valenciano.
Fica claro que, dos que estão fazendo alarde sobre a proposta, os vereadores Bertulino (4 mandatos, 3 vezes presidente da Câmara, 8º nas últimas eleições);Benvindo (1º mandato, voto ligado a favores prestados na área de Saúde, usando o Sistema Único de Saúde, 1º colocado nas eleições) são figuras, de fato, pouco representativas, e que pouco assumem sua real função: fiscalizar e legislar. Ambos com um curral eleitoral bem definido pelos votos de cabresto, toca de favores e clientelismo.
Ora, por que não criar uma lei para acabar com as diárias?
Por que não elevar o debate sobre a comunidade, analisando todas as necessidades e, criando leis para expugnar as mazelas centenárias?
Por que não criar um portal com todas as notas fiscais, digitalizadas, de consumo e prestação de serviços à Câmara?
Por que a Câmara não faz um debate sobre a Reforma Política, que é a mãe de todas as reformas e, acabará com alguns vícios e crimes praticados durante o pleito eleitoral?
Se a ideia é reduzir os gastos públicos, iniciem o processo reduzindo os próprios salários, os cargos apadrinhados e o clientelismo vigente em alguns gabinetes daquela Casa.
[…] medida confirma uma informação que já havia sido antecipada pelo Blog do Pelegrini em 22 de maio, quando publicamos…
Valeu, Eliezer, a satifação foi minha de viajar com um dos profissionais mais gabaritado da área.
Meu caro, Será que o povo vai prestigiar esses "eventos"?! Espero que tenha sucesso em cada bairro, que se valorize…
Profissional exemplar
Querido Pelegrini, que satisfação te conhecer pessoalmente, gratidão pelas palavras de reconhecimento. Sempre digo que "quem não vive pra servir,…