Cadê os jovens, aqueles que tinham idéias e influenciavam na política? Estão dançando

Se perguntarmos aos jovens qual foi o candidato que apresentou mais propostas para Valença nesse período de campanha eleitoral, poucos vão saber dizer, porque a maioria está mais empolgado com o “oba oba”, com a quantidade de gente nas caminhadas, com o marketing e a chamada farra que empolga tanto eles nessa época de pandemia por não poderem se divertir e aproveitam o barulho dos carros de som, dos políticos, para fazerem isso.

Hoje, se abrirmos as páginas dos facebooks dos candidatos (mesmo com um movimento pífio de todos) podemos ver quem fez mais propostas, quem se preocupou em mostrar nas campanhas o que pode e o que dá pra fazer no município, porém, os jovens estão mais preocupados com o visual, com os vídeos que ficaram melhores e esquecem das propostas.

Ainda bem que uma pequena parte dos eleitores (os chamados formadores de opinião) acompanham o movimento político e assistem as lives dos candidatos, ouvem programas de rádio e com certeza deverão ver o debate de logo mais, para ficarem antenados. São essas pessoas que tentam colocar um rumo na política, para que a cidade não vire um caos e depois a gente não precise descobrir o dragão no dia seguinte. Mesmo sabendo que é um dragão.

Os jovens estão menos politizados hoje em dia, podemos ver que poucos falam. Nenhum deles se revelam mais como sempre aconteciam nesses momentos históricos. Os movimentos estudantis minguaram, não se fala mais em UNE, DCEs, líderes estudantis, etc. O máximo que esperamos deles hoje em dia são as coreografias com as músicas dos candidatos, que eles acham o máximo, nada mais.

Mesmo assim, ainda acreditamos neles. Quem sabe se a proxima geração não vem aí sem vaidade, sem essa coisa de ficar fazendo selfies com photoshops para postar em suas redes sociais? E passem a pensar mais na política, como um bem que precisamos cuidar.

2 Respostas para Cadê os jovens, aqueles que tinham idéias e influenciavam na política? Estão dançando

  1. Edson F. novembro 9, 2020 às 5:58 pm #

    “Os movimentos estudantis minguaram, não se fala mais em UNE, DCEs, líderes estudantis, etc.”

    Como se a política pra jovens fosse só de esquerda. Lembrei da triste figura do ex senador do PT Lindbergh o ex líder dos “caras pintadas” sorrindo apertando a mão do Collor. Aliás um estudante que nunca se formou. Zombou da memória de uma geração que o apoiou.

    Se aparecer um jovem conservador, cristão e de direita é FASCISTA.

  2. salomao novembro 10, 2020 às 6:07 pm #

    Os tempos sao outros.O modelo de representacao esta pasando por uma metamoforse.Por exempl,nao me vejo representado por nenhum partido politico ou personalidade.Os tempos mudaram ,e temos que pensar na emergencia de outros modelos.Nao irao mais aparecer nesses movimentos,figuras que se destacarao no futuro,e sentencio a mesma coisa para os sindicatos.Hoje vive o momento das midias digitais,vide como estas foram preponderantes nas ultimas eleicoes (um presidente eleito,e um outro candidato que com dez mil reais ficou na frente de medalhoes na politica)
    E outra ,o oba oba e mais velho que minha tataravo.Nao sei se em nosso pais ,em qq tempo,pelo menos dez por cento do eleitorado votou com consciencia e responsabilidade.Tenho minhas serias duvidas…

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