BIÓLOGOS DIZEM QUE DEMISSÃO NA MARICULTURA DA BAHIA PODE ESTAR ASSOCIADO A PROBLEMAS TÉCNICOS COM A PRODUÇÃO

Depois da nossa publicação sobre as demissões na Maricultura, tentamos entrar em contato com a diretoria para sabermos mais sobre essas demissões e o que porventura tenha ocasionado. Ligamos e, segundo um funcionário na portaria, ele não tinha autorização para passar informações e a diretoria não teria deixado contatos deles.

Para entender melhor o que está acontecendo na Maricultura, fomos buscar informações com técnicos que já fizeram parte do quadro funcional, e eles nos disseram que é muito estranho o que acontece com essa maricultura. “Primeiro: porque essa é a melhor época do ano na Bahia para criar camarões com sistema convencional que vai do mês de setembro ao mês de junho, chamados meses de ótima temperatura e boa qualidade da água, depois de junho vem as chuvas, frio, e é mais complicado pelo baixo crescimento e não chega a ser rentável”, explicou.

Um dos biólogos ainda ressaltou que as doenças do camarão, assim como a Nim e a Mancha Branca, atacam em épocas distintas, a Nim no verão com temperaturas acima de 30º, e a Mancha Branca  em épocas frias e com flutuações de temperatura.

“Com o aparecimento da Mancha Branca surgiu o sistema intensivo em galpões fechados com supostamente tudo controlado e bioseguro, em muitas regiões como na Ásia e alguns países da centro América vem obtendo bons resultados com tecnologia e bons técnicos. Aqui no Brasil este sistema ainda está engatinhando, falta técnicos específicos para este sistema. Hoje os resultados não tem consistência e o projeto corre alto risco”, esclareceu.

Os biólogos informaram também que existem vários laboratórios trabalhando com o melhoramento genético das larvas, já com resultado nesse sistema, porém as larvas são mais caras que as larvas de laboratório sem genética, só que existe o custo benefício. A Bahia fechou seus labaratórios a muito tempo e hoje compra larvas do Rio Grande do Norte e Ceará.

“Lendo uma nota em um site daí da cidade, pude observar muito sensacionalismo da Maricultura, o que se entende é que, parece uma jogada comercial onde eles querem passar a outro grupo investidor. Cremos que eles esperavam uma grande produção e não saiu devido a vários fatores técnicos e qualidade de larvas”, avaliou.

Os biólogos ainda disseram que, em Maraú e Canavieiras é muito frio e não se vê essa atitude, pelo contrário, estão produzindo bem. Citaram inclusive um dos gerentes da Maricultura que tem uma fazenda em Acupe (Santo Amaro) e lá está tudo perfeito.

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