VALENÇA PERDE A ALEGRIA E O AMOR DE UM GRANDE HOMEM. ADEUS, SEU EDSON!

Seu Edson entre as filhas, Vane e Gal

Hoje eu acordei com uma triste notícia, a assessoria de comunicação do deputado Hildécio Meireles informou sobre o falecimento do senhor Edson Nery Lemos. Uma pessoa que eu conheci aqui em Valença nos anos 80, tornou-se meu amigo e eu tinha uma verdadeira admiração por ele.

Pra quem não conheceu o senhor Edson, ele era uma pessoa de coração enorme, bom amigo, só o víamos alegre e sorridente. E prá quem gosta de histórias de Valença, aqui fica um pequeno registro de uma passagem dele comigo.

Seu Edson era uma pessoa que só tinha amigos, os inimigos nasceram mortos. Pra provar o tamanho do coração desse cidadão, lembro dessa passagem: uma certa vez, num momento em que tomávamos “uma” em um certo boteco de Valença, uma senhora o chamou num canto e lhe pediu algo, ele deu uma volta de 360º, pegou o copo virou a dose e disse: “me aguardem que vou aqui numa emergência, mas volto”, seu Edson saiu e com meia hora depois voltou com umas quatro sacolas cheias de mantimentos, eu disse: demorou. O que o senhor foi fazer? Ele respondeu: “fui no supermercado comprar uma lata de sardinha pra moça que me pediu”, eu retruquei: o senhor foi comprar uma lata de sardinha ou comprou o estoque da prataleira do supermercado? E ele: “você sabe, nosso povo é muito humilde quando pede, eu tenho certeza que na casa dela falta muito mais que uma lata de sardinha”. Conhecia os problemas do povo e por isso todos gostavam dele.

Em outros momentos já vi seu Edson ajudar muitas pessoas, tudo isso sem fazer cara feia, sempre sorridente e feliz. Tinha corpo de bailarino espanhol, vestia-se de forma elegante, andava de óculos escuro e terno branco.

Seu Edson era um cabo eleitoral dos bons, sabia conquistar as pessoas, alguns já se elegeram por causa da força política que ele tinha, sabia conquistar. Isto vai fazer muita falta, pra muita gente.

É uma pena seu Edson, que tantas pessoas estavam próximas do senhor e poderiam aprender a ser humildes como o senhor foi, infelizmente, é como diz o ditado: “os dedos das mãos estão perto um do outro, mas não são iguais.

Segue com Deus seu Edson, nunca mais eu o tinha visto, mas sempre me lembrava e perguntava pelo senhor.

Adeus, seu Edson!

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