Archive | fevereiro, 2014

SECRETÁRIO DE TRANSPORTE REBATE CRÍTICA DE PROFESSOR E ALERTA QUE DESGASTE É VANDALISMO DE ALUNOS

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Ônibus novos e com os bancos totalmente rasgados por alunos que praticam vandalismo

O Secretário de Transportes de Valença, Hilarino Barreto o Lau, nos convidou para mostrar o estado de conservação da frota de ônibus escolar da prefeitura e apontou sobre uma crítica de um docente feita no Facebook, onde a professora questiona sobre os bancos rasgados dos ônibus que conduz alunos e professores. Ele disse que é verdade a foto que o professor colocou no Facebook, mas que antes a professora deveria ao menos contar o que acontece e porque aquele banco do veículo se encontra naquele estado, pois os ônibus são todos novos e aquilo não é desgaste do tempo, mas um ato de vandalismo. “A prefeitura tem que reformar o ônibus e entregar em estado de uso para os professores e alunos, mas tudo depende de ter que parar o veículo para fazer essa reforma, por isso demora um pouco”, disse Lau. “Todos querem criticar e falar da forma que acham que foi, mas deveriam ao menos ter o cuidado de relatar porque está daquele jeito e não colocar a culpa na Secretaria ou no Gestor”, concluiu o Secretário.

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Os ônibus são guardados na garagem da prefeitura onde tem vigilante a noite toda 

Quando o Secretário nos mostrou os ônibus, fez questão de mostrar também que todos os veículos estão revisados, com pneus novos, abastecidos e a frota é nova.

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Festa de Iemanjá atrai devotos à Praia de Guaibim

dia doisA presença do poder público municipal serviu de incentivo para que o 2 de Fevereiro, Dia de Iemanjá, celebrado neste domingo, tivesse um brilho especial na praia de Guaibim. À frente do cortejo, a prefeita Jucélia Nascimento participou com entusiasmo de toda a caminhada, que teve início na Praça de São José. Ao lado da prefeita, o vice-prefeito Joailton de Jesus, filhos e mães de santo, vereadores, pessoas da equipe de governo, amigos, turistas e moradores do distrito, acompanharam o ritual de fé, pelas ruas do distrito com cânticos entoados pelo povo de santo. A chegada do cortejo à beira-mar com os balaios repletos de oferendas foi outro momento de demonstração da gratidão dos fiéis à Rainha do Mar. Mesmo com o mar agitado, os presentes foram cuidadosamente colocados nas embarcações que partiram para o grande momento: colocar as oferendas ao mar. Não faltaram a água-de-cheiro, perfumes, frutas e muitas flores. Para Jucélia Nascimento, a manutenção e resgate das manifestações culturais, são de fundamental importância para a identidade de um povo. Neste ano, o governo de Valença, através das secretarias de Turismos e Cultura, participou ativamente de toda a organização da festa, ao lado dos terreiros de candomblé.

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TÁ PIORANDO PORQUE FALTA QUALIDADE

Foto: Bocão News

bocão newsLi há pouco no Bocão News, comentário sobre o Festival de Verão de Salvador, em que eles falam sobre a decadência do festival e questionam sobre as atrações ausentes, como: Chiclete com Banana, Capital Inicial e O Rappa, falando também das mudanças na organização dos palcos e comemorado pelos organizadores do evento. O Bocão News também fala da falta de artistas do funk, assim como Naldo e Anita e que as atrações fora questionados pelas imprensas local e nacional.

A reportagem frisa sobre a quantidade de público que marcou presença no Parque de Exposições, dizendo que, “o Festival de verão não é o mesmo de outrora”. Disse que percorrer o espaço durante os quatro dias de evento, não havia dificuldades em circular e que era possível ver os clarões que se formavam em diversos pontos onde aconteceu o evento.

“Nem as grandes bandas que se apresentaram este ano puxaram o público – Ivete, Claudia Leitte, Timbalada, Psirico, Pablo, Paralamas, Luan Santana – estes conseguiram reunir os fãs e fazer o Parque se voltar para o palco, mas nada que não mantivesse o fundo vazio ou a circulação tranquilamente viável”, afirma o site.

O Bocão News ainda comenta sobre a falta da TV Globo na cobertura do evento, o fluxo de pessoas diminuído e até arrisca que o próximo evento poderá ser na Arena Fonte Nova, pois tem espaço para 45 mil pessoas e o festival teve em média 30 mil.

Não é pra menos, Salvador quer se transformar na capital das festas do Brasil (ofuscando inclusive as atrações do interior), já não bastassem as festas religiosas (que quase acontece uma a cada mês) e o carnaval que atrai milhares de pessoas, Salvador quer comandar todos os eventos do país, assim como, já começou fazendo um réveillon para competir com o do Rio de Janeiro (quatro dias de festa) e ainda quer fazer o Carnaval da Copa (depois não querem que nos chamem de preguiçosos).

Pobre cidade, que não consegue ver alternativas para aquecer a economia e busca desesperadamente fazer festas e mais festas para atrair público. Se for válido, temos que nos preocupar com a preparação de nosso povo pra isso, porque hoje em dia o que se vê muito são jovens querendo criar bandas de pagodes e funks, pior, de péssima qualidade.

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ADEUS BRÁU!

bráuPoxa! Acabei de ver uma notícia triste no Facebook, que o nosso querido amigo Francisco dos Passos, mais conhecido por Bráu, faleceu ontem na Santa Casa de Misericórdia de Valença. Bráu era da Guarda Municipal de Valença, líder comunitário e político.

Eu já estava sabendo que ele se encontrava enfermo, porque o vereador Jairo já tinha ido visitá-lo na Santa Casa e já havia me comunicado, mas nunca imaginei que seu estado fosse tão grave. Uma pena, Valença perde um grande filho, pois Bráu era um sujeito alegre e divertido, muita gente o cumprimentava nas ruas falando, Bráu, Bráu, Bráu!

Vá com Deus amigo Bráu!

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Pelegrino e Maria Del Carmen esclarecem boatos

 

A fim de coibir especulações ou boatos, as assessorias de imprensa do deputado federal Nelson Pelegrino e da Deputada Maria del Carmen esclarecem ao Blog do Pelegrini a posição política e a contribuição dos dois parlamentares na região do Baixo Sul da Bahia:

O deputado federal Nelson Pelegrino (PT) e a deputa estadual Maria del Carmen (PT) procuram honrar sempre o apoio e a popularidade que têm no Baixo Sul baiano. Prova disto é a presença constante na região e os projetos viabilizados por meio de emendas parlamentares e articulações políticas. Sempre em sintonia com a posição do PT em Valença, eles reconhecem o comprometimento da prefeita, Jucélia Nascimento (PTN), com o projeto do PT.

Atuante na região, Pelegrino indicou ao orçamento de 2014 emenda parlamentar para Valença no valor de R$ 350 mil, destinada à estruturação de Unidade Básica de Saúde. Em Taperoá, destinou R$ 325 mil para pavimentação do Bairro Novo, obra que está sendo executada, e mais R$ 500 mil para construção do Estádio Municipal. Para Igrapiúna foram R$ 800 mil para compra de máquinas pela prefeitura e mais R$ 960 mil para construção de escola. Pelegrino contemplou ainda Ituberá (R$200 mil); Nilo Peçanha (R$1,08 milhão) e Mutuípe (R$900 mil).

Maria del Carmen se empenhou pessoalmente em garantir que Valença fosse contemplada pelo programa Minha Casa Minha Vida, quando integrava a assessoria da presidência da Caixa. Foi sua atuação à época que levou a Bahia a ocupar o primeiro lugar em número de autorizações para contratação das obras, esforço que mantém o estado entre os mais beneficiados pelo programa em todo o país. Sempre atenta às demandas da região, ela realizou inúmeras reuniões em busca de articular soluções para a crescente violência no bairro da Bolívia, conseguindo o compromisso do secretário de Segurança do Estado, Maurício Barbosa, em implantar uma base de segurança no local e aumentar o contingente policial que atende o município, conforme indicado em matéria publicada em seu site oficial: http://www.deputadamariadelcarmen.com.br/fique-por-dentro/representantes-de-valenca-reunem-se-com-secretario-de-seguranca-publica/.

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Teatro? Cinema? Salão de Arte? Shows gratuitos? “Quis paradas são essas, ‘piva’?!”

Do perfil de Raell Costa no Facebook

raell costaEstive em Dezembro, último, em Brasília, debatendo com companheiros e companheiras de diversos cantos do País sobre o Sistema Nacional de Juventude. Em uma fala que fiz, tomando como exemplo a realidade do meu município, questionei a quem interessava a privatização dos espaços públicos de lazer e interação social da juventude brasileira. Defendi que, parte do Fundo Nacional de Juventude deve ser destinado à ampliação dos espaços públicos de lazer, esporte, música, teatro, dança e artes visuais. E que, o fundo tenha subsídio do IPI dos fabricantes de armas e cartuchos, principais causadores da morte violenta de mais de 35 mil jovens, entre 15 e 29 anos, no Brasil.

É notório que nos últimos 11 anos conseguimos invadir espaços outrora negados pela nossa própria condição sócio-econômica. Hoje damos roles nos shoppings, resenhamos em bares, comemos em bons restaurantes e, sobretudo, demos cor às universidades públicas e privadas. Contudo, nesses mesmos 11 anos de avanços sociais e educacionais, percebemos a privatização dos nossos espaços públicos de lazer.

Por aqui, nem os babas são mais de graça. Ou você tem de 3 a 10 conto ou fica em casa assistindo a TV que diz o que você precisa ter para ser feliz e ter a mulher ou homem desejado. Nas “praças esportivas” em áreas públicas, de alguma forma são privatizadas por associações despóticas, digo desportivas. O Ginásio de Esportes? Virou a “faixa de gaza”. Sitiado pelos conflitos urbanos ficou a margem da comunidade e vive um latente momento de sucateamento. Piscinas? Só em clubes privados. O Rio Una? Fora de cogitação! O Esgoto residencial, hospitalar e as gomas e tinturas da C.V.I dão o tom da qualidade do Rio. Cachoeiras? Todas têm donos. Quadras? Sucateadas, sem piso, sem telas, sem traves, sem iluminação e, o pior – como nas Escolas Estaduais – sem acesso à comunidade do entorno. Skate e patins? Se contente com 90 cm de rampa na Praça da República. Apesar de todo o potencial local para o ciclismo, não há sequer 1 km de ciclovia ou ciclo-faixa no município. Até o mais democrático dos esportes: a corrida. Não tem espaço em Valença, haja vista que precisamos dividir espaço entre os carros, bikes e motocicletas, correndo, literalmente, o risco de ser atropelado. Teatro? Cinema? Salão de Arte? Shows gratuitos? “Quis paradas são essas, ‘piva’?!”

Maaaaaaaas… Se você tem grana está tudo resolvido. Quadras poliesportivas cobertas, e campos de futebol com boa iluminação têm aos montes, tanto em anexos de colégios particulares, como nos clubes ou mesmo em quadras de futebol society, também privadas. Até quadra de tênis tem nos clubes e hotéis. Ou pegue seu Jet e deslize pelas águas do Atlântico.

Só há uma questão: estamos falando de Valença, Bahia, Brasil onde a grande massa é esmagada pelos interesses dos donos da cidade, latifundiários, empresários, financiadores de campanhas eleitorais e contraventores que usam esses espaços privados de lazer para lavar o seu capital sujo, com sangue e o suor escravo da classe honesta e trabalhadora desta cidade que, dia após dia, é espremida, empurrada e marginalizada nos guetos, vielas e beiras-de-mangues. Sem espaços dignos para, nem sequer sentar-se na porta de casa no final de semana ou ensinar seu/sua filh@ a andar de bicicleta pelas ruas do bairro. Quem dirá ter acesso a um sarau ou qualquer evento artístico-esportivo-cultural. Porém, sem dúvida estas comunidades não passam um final de semana sem sentir a dor de mais um filho preto, pardo, morto ou preso pelas armas – oriundas dos mesmos fabricantes – dos conflitos urbanos ou das polícias.

É impossível fechar os olhos ou calar-se enquanto não for direcionada parte do orçamento das três partes federativas – através do Fundo Nacional da Juventude – à melhoria da qualidade de vida social através do acesso a cultura, lazer, e esporte às comunidades juvenis periféricas. É preciso, acima de tudo, inserir os jovens em oficinas, workshops, cursos e eventos culturais. Respeitando as raízes e a disposição local para cada arte.

A democratização dos espaços públicos de lazer é levar a cidadania para as classes menos abastadas. A construção de praças amplas e bem iluminadas é levar dignidade e qualidade de vida para as periferias. Construir quadras poliesportivas para a garotada é apresentar o caminho do Esporte como alternativa contra a cooptação da juventude pelos grupos marginais. Abrir o orçamento da cultura para Editais é democratizar a participação dos grupos e produtores culturais é, subsidiar – sem clientelismo – as raízes culturais da nossa terra combatendo o esmaecimento do que fora construído em séculos por nossos ancestrais.

Dizer que a educação transforma é clichê, descarado e deslavado, já que este debate está posto à mesa desde a América Portuguesa. Mais que afirmar que a educação transforma devemos dizer: A falta de esporte mata! A falta de cultura mata! A falta de lazer mata! A falta disso é negar o acesso à educação que, por sua vez, também mata! Talvez pensando isto percebamos porque moramos em uma das 30 cidades mais violentas do País e a 7ª mais violenta da Bahia para os jovens, segundo o Mapa da Violência 2013.

Espero que, o sangue que lava as ruas seja tão logo substituído pela arte que lava a alma.

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