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AJUDA SÓ PARA OS MENOS NECESSITADOS

Se fosse em outra época a coisa seria diferente, um lavrador fizesse o que fez na porta do “Pálacio do Planalto”, com certeza o presidente da república teria se oferecido pra falar com o cidadão, pelo menos pra tentar aliviar a dor daquele pobre homem, mesmo que não fizesse nada pelo infeliz.
Fico a pensar; esse nosso comandante, que também já foi um miserável, não poderia receber o pobre homem? Pelo menos ele também sabe como é a dor de quem quer ser ouvido e não consegue, impotentes que somos, poderiam ao menos nos ouvir, fazer o papel de um psicanalísta. Para ao menos amenizar a nossa dor. Com certeza alguns dirão: presidente da república não pode dar atenção a um porque senão vira moda e todo mundo vai querer dar xilique na porta do planalto pra ser ouvido pelo presidente. È verdade, afinal ele tem conciência de que somos 200.000.000 de carêntes contra alguns agraciados pelo nosso voto, para praticar corrupção, suborno, jogo sujo com o nosso dinheiro.
Eles não precisam se jogar na porta do pálacio pra chamar a atenção do presidente, afinal de contas o presidente sabe que eles são coitadinhos e sabe socorre-los no momento em que estão pra perder o poder.
Paro de pensar e caio na real, minha mãe sempre me dizia um velho dito popular: quem com os porcos se misturam farelos comem. È isso ai presidente, esta perdoado.

Até 2010.

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"XEQUE-MATE"

“Mensalão”, “Sanguessuga”, “Navalha” e “Xeque-Mate”, essa ultima expressão usada em jogo de xadrez, que quer dizer; fim do seu rei, acabou o jogo e então dois distintos cavalheiros se levantam e se cumprimentam, o perdedor como um “lorde” prababeniza o ganhador pela grande partida realizada.
Eu quando comecei a jogar xadrez tinha apenas 5 anos de idade, lembro quando meus irmãos ou amigos ganhavam de mim, ai então eu metia a mão no tabuleiro e dizia; essa não valeu.
Quando a Polícia Federal anunciou a operação “Xeque-Mate, juro por Deus que lembrei de quando eu era moleque, com certeza não haverão dois cavalheiros para se cumprimentarem, e certamente um desses moleques
meterá a mão no tabuleiro e dirá: essa não valeu.

Peão quatro do rei…

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DEPÓSITO DE QUINHENTOS "MIO"

Você já falou ou ouviu alguém falar bem do atendimento bancário? Não? Por que será, então, que ninguém fala? Será por causa do serviço prestado? Deixa pra lá. Nunca vamos entender tudo isso mesmo.
Por isso vou contar a história de seu Antonio, homem humilde, traços de caboclo, calça arregaçada até o meio da perna, chapéu de pano encardido e embornal à tiracolo, acontecida um dia desses comigo.
-Me dê um picolé de roçêro ai, meu amigo. Disse seu Antonio com um ar de riso tímido.
-Não precisa sorrir assim desse jeito, sei que todo homem da roça só gosta de picolé de coco. Disse.
-Tô rino disso não moço,-retrucou seu Antonio, com um jeito matuto de falar- tô ainda me alembrando do gerente da caxa.- E voltou a sorrir-.
-Deve ter sido algo muito interessante. Disse curioso.
-Veja o sinhô, passei quais trêis hora de relójo isperano uma moça do banco, pra abrir uma conta de popança. Num aguentano mais isperá, fui até o gerente e disse: seu gerente, purquê tem qui demorá tanto prá abrir uma caderneta de popança? Ai ele me perguntô qual o valô. E eu respondi: o valô de quinhentos mio. Prô qui ele disse: agora mermo. E ligêrinho abriu minha popança. Disse tembém qui num pricisava nem eu pegá fila, ele mermo fazia questão de levá o dinheiro pro caxa. Feito os papel, eu intão intreguei cento e vinte e cinco real. Ai ele me disse: ôxe! o sinhô num mi disse que era o valô de quinhentos mio?! E eu respondi craro, se um cento de mio custa vinte e cinco real, quinhentos mio num vai custar cento e vinte e cinco? Ai ele disse: pensei qui fosse quinhentos mio real.
-Bem feito! (Falei para seu Antonio, no momento em que aquele sorriso de sabor inocente e matreiro nos seus lábios, passava a ter, também, o sabor de picolé de coco).

Até a próxima.

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